terça-feira, 30 de agosto de 2011

Procissão em Honra de Nª Sª de Fátima



Voltamos à nossa Câmara Escura de 27 de Abril último que tem por título "Procissão em Honra de Nª Sª de Fátima?"

O pedido então formulado acabou por ter uma colaboração, a de D. Maria Bárbara Antunes Martins cuja privilegiada memória visual e auditiva é magnífica e lhe
possibilita fornecer informação muito real ou muito próxima.

Confirmou-nos a nossa amiga que efectivamente se tratou de uma procissão em Honra de Nª Sª de Fátima quando da visita de uma imagem peregrina e que teve lugar talvez em 1947 ou muito próximo disso.

Também acertámos nos “pastorinhos” mas agora podemos informar quem desempenhou esse papel: Arlete Pereira, Francisco Manuel (já falecido) e Ivone Baptista.

Com este pequeno apontamento reforçamos o que tínhamos escrito sobre a foto.

Os nossos agradecimentos a D. Maria Bárbara.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Efeméride - Passam hoje 370 anos sobre a morte do último Conde de Alcoutim



Foi a 29 de Agosto de 1641 que foi executado no Rossio, aos 52 anos de idade, o 6º e último conde de Alcoutim (7º Marquês de Vila Real), D. Luís de Noronha e Meneses, filho do 4º Conde e irmão do 5º e casado com D. Juliana de Meneses, filha de D. Luís de Meneses, 2º Conde de Tarouca.

A condenação deu-se por alegadamente estar implicado numa conspiração para derrubar o Rei Restaurador, D. João IV.

Os seus bens foram confiscados e incorporados na Casa do Infantado, criada por alvará de D. João IV, de 11 de Agosto de 1654, a favor dos filhos segundos dos nossos monarcas.

Ainda que tivessem existido algumas ligações sanguíneas entre as Casas de Bragança e a de Vila Real, as duas maiores do País em nobreza e bens, possivelmente por isso existia grande rivalidade pelo domínio político e económico.

Chegaram a travar-se pequenas batalhas entre os criados das duas Casas Senhoriais

Aquilo que fomos lendo em vários trabalhos históricos é muito semelhante parecendo-nos ser o politicamente correcto.

Em trabalho recente foram apresentadas outras hipóteses interpretativas após pesquisas efectuadas em vários arquivos.

É fácil calcular que os bens confiscados a esta Casa constituíram um suporte económico importante para a manutenção da independência do país.

Ainda que o título de Conde de Alcoutim tivesse sido oferecido a D. Carlos de Noronha que pertenceu à lista de conjurados e que se encontrava em litigio jurídico com o 6º Conde em representação de sua mulher, D. Antónia de Noronha, nascida em Ceuta e filha que pretendia ser legítima do 5º Conde, D. Miguel Luís de Meneses, este não o aceitou.



domingo, 28 de agosto de 2011

Nascimento do navio "Alcoutim"

Pequena nota
A mais-valia dos nossos colaboradores está sempre patente.
Aqui reproduzimos uma pequena mas oportuna nota fornecida, neste caso pelo Eng. Gaspar Santos.


JV





Escreve

Gaspar Santos





Em Junho deste ano a Ordem dos Engenheiros comemorou os 75 anos da sua existência, uma vez que foi criada em 1936. Na Região Sul da Ordem do Engenheiros resolveram criar o Dia Regional do Engenheiro. E prestar homenagem a membros da Região Sul que muito se destacaram no seu campo profissional. E o que tem a ver esta efeméride com Alcoutim?

É que um dos distinguidos tem 101 anos, é Algarvio como nós, nascido em Loulé e foi o “criador” para Grupo Companhia União Fabril (CUF) do navio Alcoutim por modificação do navio alemão S. S. Fort Fidler.

O calado deste navio era tão elevado que não lhe permitiu entrar no Guadiana e por isso nunca foi visto na terra que lhe deu o nome.

Mas melhor que as nossas palavras são as palavras e imagens que respigamos da Edição Comemorativa 2011 da Região Sul da Ordem dos Engenheiros.

Aproveitamos assim para prestarmos também a nossa modesta homenagem ao Senhor Engenheiro João Farrajota Rocheta.

N.I.
Acabámos de receber do colaborador Gaspar Santos a indicação de que o Eng. João Ferrajota Rocheta já era falecido quando esta postagem foi publicada. O acontecido teve lugar em 27 de Junho de 2011, o que só agora se teve conhecimento.Pelo facto, pedimos desculpa aos nossos leitores.
Em 8 de Fevereiro de 2012.
JV

Mariana Barradas Franco

Faleceu na cidade de Peniche no passado dia 20, com 89 anos de idade esta Senhora, alentejana, natural de Serpa e que nunca perdeu a pronúncia da sua região natal.

Tendo-se fixado bem jovem nesta então vila onde veio exercer a sua actividade profissional, acabou por aqui casar e constituir família.

De fino trato, conhecíamo-la há muitos anos e nas nossas conversações entrava com frequência a gastronomia e culinária principalmente referente à da sua região de origem.


Foi mais uma mãe que recebeu o amor e carinho de um filho que a tratou, quase sozinho até ao último suspiro.

Mariana Franco era mãe do nosso Amigo e apreciado colaborador deste espaço, Fernando Lino, daqui lhe enviando o nosso abraço de condolências.


sábado, 27 de agosto de 2011

Cobertores de lã




Ainda que apareçam como sinónimos nos dicionários, têm características diferentes das designadas mantas.

Com uma função idêntica e nos casos que temos abordado são feitos do mesmo material (lã) e nos mesmos teares.

Acabam contudo por ser diferentes, são maiores, menos espessos (teia mais leve e menos consistente), não têm barras vistosas como as mantas e os desenhos que apresentam são mais simples e de maiores dimensões.

Apresentamos dois exemplares com mais de meio século de existência, admitindo ser o primeiro centenário.

O segundo foi feito em Alcaria Alta.



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Crónica de Verão





Escreve


Amílcar Felício



[Jovens de Alcoutim daquele tempo]

Se até o Governo e a Assembleia da República vão a banhos ao fim de 2 meses de trabalho, depois de nos darem a entender que este ano não ia haver nada para ninguém, no seguimento do que dizia o outro “ de que nem iriam ter tempo para se sentar”, porque é que nós não haveremos de fazer o mesmo? Começam de facto a convencer-me, aqueles que dizem de que “vida melhor do que a de ministro... só a vida de ex-ministro!”

Assim e antes que venha para aí mais algum corte também no subsídio de férias, aproveitemos a crónica desta semana para ir até Vila Real de Santo António beber um copo e ver como paravam as modas por lá noutros tempos. Acho que também merecemos!
Em 1963 ou 1964 posso-vos garantir que sair de Alcoutim para ir passear àquela Vila Pombalina ainda era uma pequena aventura que requeria algum planeamento, nomeadamente pela logística do transporte para que tudo batesse certo na ida e no regresso. Hoje em dia é tudo diferente e qualquer pessoa pode ir até lá nas calmas à hora de almoço, tomar a bica e voltar logo a seguir para o trabalho da tarde, como se fosse ao Quiosque do Rio tomar café. Ainda bem!

Os automóveis em Alcoutim naqueles tempos contavam-se pelos dedos de uma só mão e ainda sobravam muitos dedos. Eu francamente só me lembro do carro do Dr. João Dias na década de cinquenta e já bem entrados na primeira metade da década de sessenta do carro do Sr. Paulino Chefe de Finanças e de uma ou duas carrinhas de caixa aberta, salvo erro dos Gomes das Cortes Pereiras e do Ti Guerreiro talhante se a memória não me falha e a quem pagávamos o gasóleo, para nos deslocarmos para uma jogatana a este ou àquele Monte do Concelho, sempre com a bandeira do Grupo Desportivo 1º de Dezembro imponente a esvoaçar no tejadilho.

De resto o parque motorizado e “desmotorizado” (*) era constituído naqueles tempos por umas bicicletas a pedal e uma ou outra a motor, muitos burros e algumas carroças, mais uma mula, um macho ou uma égua. Havia também barcos a remos e o velho Gasolina com a sua figura castiça o “Fachenita” que fazia regularmente o percurso fluvial Mértola-Vila Real-Mértola e a velha camioneta de nariz empinado, que chegava de Lisboa às 5 horas da tarde e acabava a carreira naquela Vila Pombalina, voltando a Alcoutim no dia seguinte às 10 horas da manhã a caminho de Lisboa novamente. Ainda me lembro do martírio que esta coitada passava nos anos cinquenta para chegar à Praça pela rua das Portas de Mértola, pois ainda não existia a estrada junto à ribeira, que na altura eram os quintais das casas que de uma maneira geral ainda lá existem com a mesma arquitectura exceptuando uma ou outra claro e as duas casas em frente à família Canelas que foram deitadas a baixo, para fazer um ajardinado a 45º...
[A cidade pombalina. Foto JV, 2011]

Às vezes apetecia-nos sair da rotina e fazer alguma coisa de diferente num ou outro fim-de-semana. Dávamos descanso à lancha do Xico Balbino e aos passeios e patuscadas no Guadiana, às jogatanas de futebol na Fonte Primeira ou em Martim Longo, aos bailaricos em Giões, no Pereiro ou nos Montes do Rio que tinham as caras mais bonitas do Concelho, ou aos passeios a Sanlúcar para umas cervejolas no Estrela e saborear as suas formidáveis tapas à borla, que muitas das vezes eram gambas que vinham das Canárias ao preço da uva mijona.

Os passeios com as espanholitas eram o pão nosso de cada dia e às vezes até de cada noite e acabavam quase sempre a dançar as sevilhanas ao som da minha velha viola que era a única coisa que sabia arranhar e mais um ou outro flamenco , contagiando-nos com a sua alegria e o seu salero sem limites e contrariando assim o nosso histórico fatalismo. Era uma lufada de ar fresco!


Éramos bem recebidos e sentíamo-nos bem em Espanha. Apetecia-nos sempre voltar, pois quem é que não gosta de se divertir e andar alegre ainda por cima quando se é jovem? E a verdade é que tínhamos conseguido relacionar novamente as juventudes das duas povoações ribeirinhas, que viviam de costas voltadas desde a fratricida guerra civil que as tinham separado à força fazia já mais de duas décadas, criando laços de amizade que perdurariam pelo tempo fora e até um ou outro casório!

Encontrava-me com a família por mero acaso em Sanlúcar no dia do funeral de Dom Miguel Ferreira, salvo erro em Fevereiro de 2009. Quando descíamos a rua do seu antigo comércio para irmos dar os pêsames à família, fomos surpreendidos pelo funeral que já subia a Avenida. Inclinávamo-nos respeitosamente à passagem do féretro quando estupefacto, vejo a filha Angélica que já não via há dezenas de anos afastar-se do cortejo perante o olhar geral, para nos vir cumprimentar afectuosamente ao passeio. Demos-lhe as nossas sentidas condolências pela morte de um Homem Bom e de um Verdadeiro Amigo dos Portugueses. Será preciso dizer mais alguma coisa para se entender o relacionamento entre portugueses e espanhóis naqueles tempos? Se havia lá mais algum português não dei conta, pois não conhecia mais ninguém. Possivelmente como se mudaram os tempos etc., etc., etc. ...

[Sanlúcar do Guadiana. Foto JV, 2011]

Mas deixemos as partes tristes da vida e não nos esqueçamos que temos que ir para Vila Real de Santo António...
Estávamos nos princípios da década de sessenta e o turismo começava a desabrochar no Algarve a um ritmo alucinante. Alguns dos estrangeiros pareciam que tinham descoberto o Paraíso na terra e assentavam arraiais com armas e bagagens, deslumbrados quer com o clima quer com a beleza da região ainda virgem, beleza que eles – mas principalmente nós – haveríamos de ir descaracterizando irresponsavelmente ao longo destas quatro ou cinco últimas décadas, pela ganância do lucro fácil.

Constava-se que havia quem lhes vendesse um espaço equivalente a um galinheiro ou uma pocilga por trezentos contos, o que era uma pequena fortuna nas nossas contas naquela época. Nas contas deles claro, comprar uma Mina de Ouro àquele preço não passaria de uns miseráveis patacos suponho, pois tinham um nível de vida seguramente dez a vinte vezes superior ao nosso. Possivelmente que antes da UE nos encharcar com a ilusão dos fundos, aquela época algarvia foi certamente a nossa última ilusão – embora regional – de termos chegado novamente ao Brasil. Enquanto uns partiam para a aventura da emigração, os que ficavam naquela região olhavam para os estrangeiros na altura como quem olha para a árvore das patacas. Vendia-se-lhes o Algarve por uma fortuna pensávamos nós e eles compravam-no por tuta-e-meia.

Outros estrangeiros vinham aos magotes atraídos pelo baixo preço da estadia no Paraíso.

Fazia parte do nosso grupo o Eckard, um geólogo alemão com 1 metro e 98 centímetros que fazia a sua tese em Alcoutim por indicação expressa do seu professor na Alemanha, por particularidades da nossa região que me escapam. Provavelmente por se tratar de uma zona de regressão marinha da época Glaciar, pois era visível a existência de areias e conchas no cimo do Cerro da Mina cuja descoberta nos espantava, quando em miúdos explorávamos as minas que lá existem armados em bandeirantes e nos questionávamos na nossa santa ignorância, se o mar não teria já andado por ali antes de nós.

Claro que Alcoutim baptizou-o de imediato de “O Pedrinhas”. Apesar de não ter que dar contas a ninguém nem horário de entrada ou de saída, era de uma regularidade no trabalho impressionante. Parecia um relógio suíço. Dominava perfeitamente o português. Sei que tinha 198 centímetros porque certo fim-de-semana encontrámo-nos em Lisboa para um curto convívio e decidimos ir ver determinado filme ao velho cinema de S. Jorge.

Ficámos na plateia. Ao lado do Eckard estava uma menina que tinha uma amiga no 1º balcão e que não resistiu no intervalo, gritando-lhe lá de cima: oh não sei quantas (!) esse aí ao teu lado tem mais de 2 metros! O Eckard levanta-se na sua corporal imponência, vira-se para o 1º balcão e rectificando de imediato a medida grita-lhe em voz alta: você está mesmo muito enganada minha querida, faltam ainda 2 centímetros! Tinha aprendido a conviver com o humor português e adaptava-se perfeitamente!

No trato até já nem parecia um estrangeiro naquele corpalhaço disforme de alemão louro, que não enganava nem o mais pitosga. Nunca lhe conseguimos arrancar uma palavra sobre a crueldade e o terror nazi. Estava bem industriado. Dizia-nos sempre que sobre esses assuntos não queria nem gostava de falar! Parecia-nos que tinha vergonha ou então a consciência pesada, sabe-se lá! Às vezes tentávamos que bebesse mais uns copos para ver se lhe desatávamos a língua, mas nunca perdia aquela postura formal que todos os homens do norte europeu têm e que é tão diferente dos latinos, pois primeiro que o álcool chegasse lá cima à cabeça, dizíamos nós, evaporava-se certamente.

Até que um dia descobrimos a receita: o vinho Lagoa que tinha uma graduação no mínimo de uns 14º. Foi engraçado ver aquele corpalhaço disforme com uns copos descomposto chegar ao Cais Velho certa tarde e naquela barafunda toda com o Guarda Fiscal à mistura, ver ir o boné deste parar ao rio. Claro que a partir daquele dia nunca mais quis beber vinho Lagoa e voltou à formalidade do costume, derrotando a nossa estratégia!

E lá chegámos finalmente certo fim-de-semana a Vila Real – a viagem era mesmo longa e complicada não vos dizia (!) – atraídos possivelmente pela miragem da invasão estrangeira de que apenas nos chegavam os ecos a Alcoutim. Descobríamos com os nossos próprios olhos de que se tratava de facto de Novas Invasões mas desta vez já não eram só as Francesas, mas fundamentalmente Inglesas! Sentamo-nos numa das esplanadas da Avenida Central para apreciar aquela Nova Invasão bebendo naturalmente umas cervejas. O Eckard que muito se sensibilizava pela maneira como o recebíamos, queria mostrar a sua gratidão e pagar toda a despesa, chamando o empregado. Ao perguntar-lhe quanto custava cada cerveja, responde-lhe este sem pestanejar de que eram a 10 escudos cada (não vos quero mentir mas o preço normal acho que eram 25 tostões e ele pedia-nos quatro vezes mais!) ao que eu lhe pergunto de imediato: “mas você não está enganado companheiro”? Responde-me ele sem papas na língua, “desculpem lá amigos, mas pensava que eram estrangeiros!”.

[Equipa de futebol de Alcoutim, 1964]

Esta mentalidade de lucro fácil que naquele tempo até poderíamos considerar um expediente com piada, contra aqueles que nos compravam ao desbarato (afinal não se tratava mais do que uma simples desvalorização da moeda, habilidade que os políticos praticariam algumas décadas depois!), acabaria por se transformar anos mais tarde já sem qualquer desculpa, em Política Geral que marcaria aquela região até há bem pouco tempo, espantando muito turista que preferiam ir para Espanha a muito melhor preço em condições equivalentes. Mas acho que já aprendemos...

Nota: (*) Sempre que encontrava o “Sargento” Diogo, personagem que já tenho referenciado diversas vezes nas minhas crónicas, tinha que lhe pagar um copo por uma dívida de gratidão que se arrastava desde os finais de um Inverno rigoroso da década de quarenta, com apenas 1 ou 2 anos de idade. Efectivamente contraí uma grave doença que mata por asfixia (o popular garrotilho) e o médico encontrava-se em Martim Longo. Foi o “Sargento” Diogo que de bicicleta a pedal foi a Martim Longo chama-lo e assim me salvou a vida. Contava-me sempre esta estória e acrescentava que quando chegou à Portela Alta, ia tão cansado que a roda se atolou na lama e ele caiu ficando ferido e todo sujo, mas dada a gravidade do problema lá continuou a toda a velocidade sem hesitar, cumprindo a missão até ao fim! Assim se desenrascavam os alcoutenejos...
Responder Encaminhar

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Laurentina Maria


Foi a sepultar ontem no cemitério da Vila de Alcoutim, Laurentina Maria, de 84 anos de idade, viúva, natural e residente na povoação de Cortes Pereiras, freguesia e concelho de Alcoutim.

Viveu sempre com o seu filho mais velho, solteiro, que a tratou com muito carinho, levando-a a consultas e cuidados médicos, ministrando-lhe a alimentação até à higiene diária, por vezes com o auxílio do irmão.

José Manuel, funcionário da Câmara Municipal, apesar de limitações de vária ordem não quis optar por depositar a mãe num albergue, saindo assim da prática comum no concelho e por esse país fora.

O nosso amigo José Manuel deve sentir-se hoje confortado pelo dever cumprido o que não pode acontecer a muita gente.

O nosso abraço de condolências.



VIAGEM SEM REGRESSO

1º Concurso Nacional Aromas e Sabores com Figo-da-Índia



Pequena nota
Com pedido de publicação recebemos o seguinte “mail”que gostosamente publicamos, este e todos os que nos forem enviados em prol do concelho de Alcoutim procurando tirá-lo da cauda do desenvolvimento.
JV

Caro Sr. Varzeano,

Venho por este meio solicitar que, se possível, seja publicitado no blog Alcoutim Livre, o 1º Concurso Nacional Aromas e Sabores com Figo-da-India.

Sei que o seu blog procura divulgar todos os acontecimentos de interesse para o concelho de Alcoutim e principalmente aqueles cujos objectivos se norteiam por interesses colectivos.

É nesse sentido que ouso pedir-lhe a divulgação deste Evento o qual tem, como principal objectivo, sensibilizar as populações do concelho de Alcoutim e outros concelhos da região, onde é produzido o Figo-da-India.

Existem muitos Alcoutenejos e não só, que acompanham os diversos acontecimentos sociais e culturais, através deste espaço informativo e é também para essas inúmeras pessoas, residentes fora de Alcoutim e muitas delas no estrangeiro, que me dirijo e gostaria de dar a conhecer este evento o qual tem como um dos objectivos, dar a conhecer as potencialidades económicas que o Figo-da-India pode oferecer.

As inscrições para este concurso terminam no dia 31 deste mês de Agosto e o mesmo terá lugar no dia 4 de Setembro, a partir das 14:00 horas, em Martim Longo.

Existe o blog, http://figodaindia.blogspot.com/
criado apenas para este evento, onde poderá ser consultado o regulamento e também para, através dele, se inscreverem aqueles que têm gosto pela confecção de Doces, Bolos ou Bebidas .


O 1º Concurso Nacional “Aromas e Sabores com Figo-da-Índia” é organizado pela Coopêssego - Coop. Agríc. de Rega do Pesssegueiro em colaboração com a A.S.D.T. - Assoc. Sociocultural e Desenvolvimento de Tacões, a ADECMAR- Assoc. Desenv. e Cultural de Martim Longo, a Junta de Freguesia de Martim Longo e o Município de Alcoutim, no âmbito das Festas de Verão em Martim Longo.

Saudações Alcoutenejas
A organização




1ºConcurso Nacional
Aromas e Sabores com Figo-da-Índia

I – Organização :
A realização do 1º Concurso Nacional “Aromas e Sabores com Figo-da-Índia” é organizado pela Coopêssego - Coop. Agricola de Rega do Pesssegueiro -CRL, em colaboração com a A.S.D.T. - Assoc. Sociocultural e Desenvolvimento de Tacões, a ADECMAR, a Junta de Freguesia de Martim Longo e o Município de Alcoutim, no âmbito das Festas de Verão em Martim Longo.

II – Objectivos :
São objectivos do concurso:
1. Sensibilizar as populações para a importância estratégica dos produtos endógenos, em especial o Figo-da-Índia, o mel, a amêndoa, bolota, alfarroba e outros frutos, no contexto de desenvolvimento da Região;

2. Incentivar a inovação e o empreendedorísmo ao nível do aproveitamento daqueles produtos para a criação original de um doce, bolo ou bebida regional;

3. Eventual criação de um produto de referência para produção intensiva e respectiva comercialização;

III – Concorrentes :
1. Podem concorrer todos os cidadãos Nacionais e ou Residentes em Portugal.

2. O limite máximo de participantes neste concurso são 60 (sessenta) concorrentes ;

3. O Concurso tem 3 Modalidades :
a) DOCES ( engloba : geleias, compotas, biscoitos, bolachas, etc. ) ;
b) BOLOS ( tipo pastelaria ) ;
c) BEBIDAS ( cocktails com ou sem álcool e outras )

4. Cada concorrente, só pode apresentar um trabalho em cada modalidade a concurso.
Só são admitidos a concurso os doces, bolos ou bebidas que integrem na sua confecção o fruto Figo-da-Índia ( numa percentagem igual ou superior a 30 % ) .

5. Só são admitidos a concurso os doces, bolos ou bebidas resultantes de receitas originais;

6. É condição prévia de admissibilidade ao concurso “ Aromas e Sabores com Figo-da-Índia “, a cedência expressa dos direitos de autor à entidade Organizadora, para uma eventual produção Empresarial e consequente comercialização do doce, bolo ou bebida.
Pág. 1

IV – Inscrição e concurso :
1. A inscrição no concurso é gratuita.

V – Características da confecção a concurso :
1. São admitidos doces, bolos ou bebidas de qualquer tipo, desde que cumpram o estabelecido nos números 3 e 4 do capítulo III do presente regulamento.

2. Os critérios de avaliação do Júri são os seguintes :
a) Originalidade ;
b) Degustação;
c) Apresentação / Decoração.

Ou ainda :
d) Viabilidade de produção comercial ;
e) Outro que o Júri, venha a considerar relevante.

Em caso de empate, resultante da pontuação prevista nas alíneas a, b e c, do artigo 2 capítulo V, o desempate será decidido segundo o critério “ Viabilidade de produção comercial “.
Em caso de persistir o empate, reunir-se-á para o efeito, o Painel de Júris, para decidir o desempate nessa(s) modalidade(s) .

3. A Ficha de Inscrição está disponível na Coopêssego - Pessegueiro, na Junta de Freguesia de Martim Longo, ou através do Blog : http://figodaindia.blogspot.com/

4. Depois de preenchida, a Ficha de Inscrição deverá ser entregue nos locais referidos no ponto 3, deste capítulo, ou enviada por e-mail para : nunes_mario@sapo.pt , acompanhada da receita do doce, bolo ou bebida, indicando obrigatoriamente os ingredientes, quantidades e processos de confecção.
5. Os doces, bolos ou bebidas a concurso terão de ser entregues até às 12:00 horas do dia 04 / 09 / 2011, no local do Evento, salão de festas da Junta de Freguesia de Martim Longo

6. Cada concorrente entregará 2 exemplares do doce ou bolo com que concorre, destinando-se um à apreciação do júri e outro para exposição e apreciação do Público.

7. Os Cocktails, serão compostos no momento da sua degustação e apreciação pelo júri, excepto as bebidas, que devem estar engarrafadas (sem rótulo) , devendo ser apresentados igualmente 2 exemplares.

8. A não entrega do doce, bolo ou bebida no prazo previsto no nº 5 e 7, ou a não entrega de dois exemplares constituem motivo de exclusão do concorrente.

VI - Segurança Alimentar
1- Os concorrentes devem ter em atenção os produtos susceptíveis de deterioração
Pag. 2

( natas, sumos naturais, etc. ) aconselhando-se a preparar esses ingredientes no
momento da sua utilização .
VII- Processo de Pontuação
1. Cada elemento do Júri terá uma ficha onde constará o Nº atribuído às Receitas
que as irá avaliar e às quais dará uma pontuação, de 1 a 10 pontos, começando a sua avaliação pelas bebidas.

VIII – Constituição do júri :
1. Cada grupo de júris, será constituído por 3 elementos de relevante idoneidade.

2. O Júri procederá à apreciação e avaliação das Bebidas, doces e bolos a concurso em acto privado.

3. O júri é competente para deliberar sobre os casos omissos no presente regulamento.

IX – Resultados e Prémios
1. A divulgação pública dos resultados e a entrega de prémios realizar-se-á logo que sejam apuradas as receitas premiadas, imediatamente a seguir ao concurso, no mesmo local onde se realiza o Evento;

2. Os prémios a atribuir serão os seguintes:
a) Modalidade de DOCES :
1º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher no valor de 200 Euros
2º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Hotel Guerreiros do Rio, Alcoutim
3º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Guadiana River Hotel, Alcoutim

b) Modalidade de BOLOS :
1º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher no valor de 200 Euros
2º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Hotel Guerreiros do Rio, Alcoutim
3º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Guadiana River Hotel, Alcoutim

c) Modalidade de BEBIDAS :
1º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Vouche no valor de 200 Euros
2º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Hotel Guerreiros do Rio, Alcoutim
3º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Guadiana River Hotel, Alcoutim

Prémio Surpresa :
À receita que obtiver a maior Pontuação, no total das 3 provas e das 3 modalidades,
será atribuído um prémio monetário (surpresa), oferecido por Patrocinadores do Concurso.
Pág. 3



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sopa de beldroegas



Mais uma planta espontânea, ainda que também a haja cultivada, usada na alimentação do alcoutenejo. Não se trata só do alcoutenejo, pois pensamos que ela será usada de norte ao sul do país e noutros países onde se dá, incluindo o Brasil e América Central.

Dá-se bem nas regiões quentes e temperadas mas necessita de água para se desenvolver.

Planta de folhas carnudas e alimentares, conhecem-se várias espécies.

Utilizada exclusivamente na feitura de saladas na nossa região de origem. Em Alcoutim, ninguém a usa para tal fim, mas sim na confecção, como verdura, na sopa ou então cozida nos jantares de grão ou de feijão, o que dá ao prato um toque especial.

De uma maneira geral, a espécie que existe em Alcoutim é a comum e de flores amarelas.

A sua utilização em sopa é feita como se faz com qualquer outra verdura que tem sempre uma base de batata, cebola, cenoura e alho.

O toque levemente ácido que lhe dá, torna-a agradável.

Não é conveniente utilizá-la quando tem semente visto ser desagradável encontrá-la pois dá-nos a sensação de ser areia.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Novamente Alcoutim no pódio

Nota breve
Do Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Alcoutim, recebemos o seguinte e-mail, assinado por Ana Lúcia Gonçalves, e que vamos transcrever na íntegra, como faz parte da nossa maneira de estar.


Caro José Varzeano , “Alcoutim Livre”

Na sequência do vosso artigo intitulado “Alcoutim no pódio”, publicado no dia 19 de agosto de 2011, cumpre a este gabinete esclarecer: A criação de empresas municipais em Vila Real em St. António, Castro Marim e Mértola, levou a que uma grande parte dos trabalhadores municipais fosse para lá transferida. Efetivamente, de momento, não pertencem aos quadros camarários. No mesmo sentido, e na sequência da descentralização de competências do Ministério da Educação, esta já aconteceu em Alcoutim. Nos outros municípios, a que se refere no artigo, ainda não. A contratualização em causa acarretou um acréscimo substancial do número de funcionários oriundos das escolas de Martim Longo e Alcoutim. Esperamos ter complementado a compreensão das contas realizadas por V. Ex.ª. Como deverá compreender, há variadíssimos estudos que poderiam ser realizados no mesmo campo, por exemplo: nº de funcionários por área do município; número de funcionários por número de povoações do município; nº de funcionários por habitação do município (nos Censos de2011, o município de Alcoutim cresceu 18,8% em habitações, enquanto que, por exemplo, o concelho de Mértola reduziu 9,1%); número de funcionários deficientes e doentes crónicos (que o município de Alcoutim faz questão de acolher nos seus quadros) por número de funcionários; dívidas das empresas municipais por habitante; dívidas dos municípios à banca por habitante; gastos dos conselhos de administração das empresas municipais por habitante; dívidas aos fornecedores das autarquias por habitante; dívidas às empresas intermunicipais por habitante; investimento de capital por habitante; receitas do IMI e do IMT por habitante, etc. Realizando um estudo aprofundado de todos estes os parâmetros – lançamos o desafio ao Alcoutim Livre – seria interessante constatar a quem caberia o lugar no pódio. Acreditamos que um estudo destes nos traria resultados melhor fundamentados e mais fidedignos. De qualquer maneira, reconhecemos o esforço do exercício que, certamente, não teve uma orientação tendenciosa.
Atentamente, Ana Lúcia Gonçalves(Gabinete de Comunicação)



Pequena nota



Tiveram que passar mais de três anos sobre a existência deste ALCOUTIM LIVRE para aparecer o 1º e-mail não positivo sobre aquilo que aqui temos escrito, eu e os nossos colaboradores que ao longo deste tempo já colocámos cerca de 900 textos, formando mais de 3500 páginas A/5 divididas em 13 volumes.

Como já dissemos recebemos três chamadas de atenção para fotografias mal rotuladas o que muito agradecemos e corrigimos logo que nos foi possível.

No “Alcoutim no pódio” não temos absolutamente nada a corrigir até porque o estudo apresentado não é nosso como é afirmado e não é referido qualquer erro para os números constantes do respectivo texto.

Estou certo de que a pretensa chamada de atenção foi ou vai ser encaminhada para o identificado jornalista que teve o cuidado de fazer o trabalho.

A única responsabilidade que me cabe no texto é a escolha da comparação que penso ninguém ter dúvidas ser a mais consentânea, visto tratar-se de uma zona geográfica frequentemente referida, o BAIXO GUADIANA. Ou teria sido mais adequado comparar os números que o município apresenta com concelhos do Minho ou Trás-os-Montes? Talvez tivesse sido preferível compará-los com os do concelho do CORVO.

Eu procuro estar sempre a aprender e segundo informação fornecida no texto (nos Censos de2011, o município de Alcoutim cresceu 18,8% em habitações, enquanto que, por exemplo, o concelho de Mértola reduziu 9,1%) significando isto e atendendo ao que aconteceu com o número de habitantes no mesmo período as habitações estarão às moscas. É interessante verificar que a comparação, e bem, é feita com um concelho do Baixo Guadiana, tal como nós fizemos. O que teria acontecido nos outros da mesma região não é referido.

Possivelmente por qualquer lapso passou despercebido o último parágrafo do meu texto que chama a atenção para o facto de terem sido tomados em consideração determinados parâmetros. Como é óbvio, outros se podem considerar e haja quem faça esse trabalho e o dê a público.

O Alcoutim Livre não aceita naturalmente o desafio proposto até porque não possui elementos fidedignos para tal, também não “trabalha” nem nunca trabalhou por encomenda e não precisa mais do que tem para viver com decência.

É fácil orientar a estatística como nos convém e a Câmara Municipal parece interessada no assunto. Certamente que nos 178 funcionário que tem ao seu dispor encontrará quem o faça nesses termos

Quem não conhece a história das eleições onde depois de realizadas, todos os Partidos ganharam e ninguém perdeu? Os parâmentos abordados são os que interessam!

Se o trabalho que referi é de um jornalista, segundo penso a Câmara tem duas ao seu serviço e consta não sabendo se é verdade que uma está a receber o ordenado e não faz nada. Era um trabalho que certamente saberia realizar. E porque não a autora do mail. Desculpem lá, eu não sou a pessoa indicada para a escolha e não tenho nada com isso. A mim compete-me pagar os meus impostos, o que sempre tenho feito.

Os jornais regionais estarão disponíveis para publicar esse estudo: Jornal do Algarve, Jornal do Baixo Guadiana, etc., além da luxuosa e bonita revista municipal ALCOUTIM onde raramente aparece um artigo de interesse. Além disso existe a página da Câmara na net que chega a todo o Mundo e que raramente visito.

Nunca pensei que o ALCOUTIM LIVRE fosse tão procurado pelo poder político concelhio pois é o que sugere o comentário em cima do acontecimento. Ou realizam-se visitas diárias ou foi uma visita ocasional, possivelmente tratou-se desta última hipótese.

Pensei que a atenção estivesse virada para os outros blogues existentes no concelho e não são tão poucos como tudo isso e alguns, segundo dizem, com vastíssima procura.

O ALCOUTIM LIVRE não quer polémicas com ninguém e irá continuar o rumo que traçou e tem seguido, projecto a que aderiram vários colaboradores, alguns nascidos em Alcoutim e que nele se revêem.

CAROS VISITANTES / LEITORES, AGORA AS CONCLUSÕES SÃO VOSSAS.

JV