sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Crónicas e Ficções Soltas - Alcoutim - Recordações - X





Escreve

Daniel Teixeira




O CHICO ARTUR

O Chico Artur casou com uma senhora (Inácia) residente e natural de Alcaria Alta. Ouvi falar algumas coisas do pai dela, comerciante de algum relevo proporcionado e vendedor de uma coisa que pelo que me apercebi dava estatuto : o guano, nitrato do Chile, era pago a pronto e vendido em quantidades variáveis ao longo de todo o tempo da lavoura e não havia devolução.

Havia empate de capital, risco, mesmo pequeno, mas numa terra em que não havia praticamente dinheiro «vivo» o facto de ter capital era sempre relevante. O negócio, depois do seu falecimento foi retomado pelos lavradores.

Tinha ainda um armazém pegado à casa onde em alturas próprias se realizavam bailes: com os meus 9/10 anos, tentei entrar num mas alegadamente a festa era para maiores de 18 anos: ouvi no entanto o toque do acordeão nas mãos de um exímio mestre que a minha mãe dizia só saber tocar «fon, fon» e que «quanto ele mais fanfonava mais depressa o pessoal bailava».

Da mãe da Inácia nada ou quase nada sei mas é provável que ela existisse em vida ainda durante o tempo da minha infância só que um e outro (Pai e mãe da Dª Inácia) se me varreram do campo das imagens que a mente recorda.

[Aspecto da parte comercial da casa de Chico Artur, no Pereiro. Foto JV, 2011]

A Inácia, alguns anos mais nova que a minha mãe foi quem eu sempre conheci a tomar conta da mercearia e taberna do Monte. A organização do balcão era bem parca: a maior parte das coisas que se queriam comprar, e normalmente sabia-se o que havia na Ti Inácia, estavam algures estacionadas em dois quartos / armazém, um com entrada logo atrás do balcão e um outro á direita do fim do balcão em frente de quem entra. Havia uma outra porta, esta para o quarto do casal (logo à direita) e provavelmente ou seguramente havia mais divisões lá para trás.

Uma recordação que eu guardo é do tempo da caça, nos dias permitidos, em que os caçadores iam à taberna e se deparavam com cerveja quente: havia uma alternativa que era algumas garrafas que estavam dormindo num balde afundado no poço das traseiras o que pouco alterava a situação. Mais tarde vi por lá o primeiro frigorífico a gás da minha memória.

O sistema de compras no Monte estava escalonado de acordo com o hábito: açúcar, fósforos, petróleo, latas de conserva de peixe e mais algumas coisas assim. Havia uma estante atrás do balcão com tabaco e garrafas de aguardente e vinho. Não era muito variado o stock porque na sua grande parte compravam-se coisas em Giões, tanto no senhor Mateus, como num outro cujo nome me não lembra mas que foi o introdutor da máquina de café na aldeia.

O café era já moído, acalcado na forma com uma colher de sopa, a máquina era pequenina, de dois bicos e a gás e era ligada quando fazia falta e tinha mesmo de se esperar quando calhávamos a aparecer no período de repouso dela (e do gás). Normalmente pedia-se a bica, ia-se ás compras à contra loja, o que era sempre demorado, eu entretinha-me a conversar com o senhor ou ficava por ali e lá ia o pessoal comprar botões e tecidos encomendados ou peças de roupa acabadas de chegar, arroz, café, pouca coisa, afinal. O sistema de compras de mantimentos ou para arranjos caseiros era relativamente fácil porque na sua grande parte havia de quase tudo em casa: feijão, grão, batatas.

O senhor Mateus era outro tipo de negociante: era representante das máquinas de costura Singer na altura e tinha uma colecção de linhas e botões para todos os gostos. Quem vendia era a esposa, ele encarregava-se da parte da taberna quando não estava ausente em vendas fora de portas, levado pelo carro de rodas largas e pela sua bem ajaezada junta de mulas.

Pois bem e entrando agora no Chico Artur, objecto principal desta crónica, este era natural do Pereiro, negociante de gado (ovelhas e porcos) e foi o introdutor do porco branco no Monte de Alcaria Alta e durante muito tempo o único criador. Tinha uma carrinha (talvez Ford Transit) de caixa aberta que por vezes chegava altas horas da noite e quase sempre partia de madrugada.

A geração de porco preto era não só de tradição como vivia em parte de tremoços, de restos de comidas misturadas não cozinhadas (talos de legumes, figos de pita, etc.) com farinha de centeio ou de cevada. Por vezes «ganhava» um tomate esborrachado.
O porco branco, por excelência era animal de ração e comprar ração não estava ainda nem nos meios de uso de dinheiro no Monte nem na mente das pessoas. A circulação de dinheiro era quase nula e o sistema de trocas processava-se em quase tudo: mesmo os vendedores ambulantes que eram poucos levavam ovos em troca ou uma ou duas panelas de barro (que eram as medidas usadas) com figos secos, feijão seco ou grão.

[Aspecto da habitação de Chico Artur no Pereiro. Foto JV, 2011]

Os porcos brancos cresciam mais depressa, engordavam mais depressa, à base da ração é claro e eram sobretudo porcos para matança fora de períodos anuais, eram carne para revenda. Na minha vida só assisti à matança, não à morte, de dois porcos. Um era ainda criança e fez-me uma verdadeira impressão ver o pobre do animal a estrebuchar (por reflexos condicionados aprendi depois) quando da tostagem do corpo na fogueira de lenha para queimar os pelos e uma outra muito mais tarde em que por convite e simpatia resolvi não fazer a desfeita de recusar.

Foi uma manhã complicada essa, o matador amador/profissional estava mal das costas na véspera e apresentou baixa nessa mesma manhã. Entre os presentes ninguém sabia nem queria matar o porco. «E se sai mal e o animal fica aqui a sofrer uma série de tempo?» dizia-se...
Lá acabou por aparecer o Manelito Vilão que nunca tinha matado nenhum porco mas que dizia que era só acertar na veia e etc. e acabou por fazer o serviço praticamente sozinho porque o resto do pessoal debandou quase todo só regressando quando tudo estava silenciosamente certo. A minha prima, dona do porco, ficou de cara virada apanhando com uma tigela o sangue que jorrou. O Manelito suou por todos os poros e acabou sentado e derreado num poial jurando que nunca mais...Enfim.

O Chico Artur tinha grande orgulho também numa criação sua, aliás o maior orgulho, por aquilo que me apercebi que era o cruzamento entre porcos e javalis. Francamente nunca acreditei muito nessa treta e durante muito tempo pensei tratar-se de uma forma dele gozar a minha situação de citadino ignorante.

Quando ele falava das vantagens do porco - javali vinha-me à ideia uma história que se contava para desfazer da esperteza dos habitantes de uma povoação vizinha: um deles tinha encontrado uma porca fugida, tomara-a por um javali e vá de ir buscar a espingarda a casa e tiro. Fizera um repasto de javali com convidados e tudo, e todos, entre os presentes, comeram javali nesse dia...até o dono da porca tresmalhada.

No caso do Chico Artur a história era assim: um individuo de um monte das redondezas tinha encontrado um javali arrastando numa pata uma ratoeira de coelhos e lebres. Por artes e ajuda conseguiu laçar o animal, praticamente enrolá-lo em cordas e levá-lo para um pocilgo. O animal ficou coxo mas era uma fêmea e em pouco tempo e com a visita de um marrão acabou por emprenhar. Isto é a história, não garanto nada disto...
Dessa javali saíram depois cerca de uma meia dúzia de animais misturados e o Chico tinha comprado um: tinha-se ficado por um macho porque pensava inverter o processo de procriação e como partia cedo e chegava tarde não dava para espreitar o pocilgo. Ele bem me falava e eu bem dizia que sim...
Mas um dia em que o carro avariou e ele teve de ficar no monte mostrou - me o animal. Bem...os javalis que eu conhecia dos livros tinham sempre grandes presas e aquele tinha uma dentadura normal de porco, caninos grandes que arreganhava, sim, mas isso para mim era normal.

O que o distinguia era sobretudo o pelo: esse era sem dúvida mais abundante que num porco normal. Fiquei indeciso, de facto, nunca tinha visto um animal porcino com tanto pelo e nem sequer para desempate uma dentadura de javali ao vivo.
Nos anos seguintes não tive oportunidade de desenvolver a questão: quase nunca o encontrava e ele estava mais tempo no Pereiro do que em Alcaria Alta. Mais tarde também a mulher abandonou o local indo igualmente viver para o Pereiro.
Mas ainda me fui perguntando sempre se «aquilo» que tinha visto era um javali - porco, um porco javali ou simplesmente um porco cabeludo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Estatísticas - Movimento do mês de Agosto / 2011

Sábado, 16 de Julho de 2011


ALDEIA DO SURF





Escreve



José Miguel Nunes






















O top ten referente ao mês findo, foi o seguinte:

1º - ALDEIA DO SURF (2011.07.16) – 34

2º - 5º CONVÍVIO-FESTA DE TACÕES (2011.08.08) - 23

3º - O CELEIRO DE ALCOUTIM (2011.05.21) - 23

4º - A CRIAÇÃO DE GADO BOVINO (2011.06.26) - 20

5º - A ERVA-LUÍSA (2011.06.13) 16

6º A IGREJA DO ESPÍRITO SANTO, MATRIZ DO PEREIRO (2010.04.19) - 15

7º - O RANCHO FOLCLÓRICO E O FIM DE UM ALCOUTIM ROMÂNTICO (2011.01.21) - 14

8º - JANTAR DE GRÃO OU DE FEIJÃO (2011.02.06) - 14

9º A MEDIDA DO TEMPO (2010.09.11) - 13

10º - NOVAMENTE ALCOUTIM NO PÓDIO (2011.08.23) - 13


Penso que é pela primeira vez, a partir da altura em que começámos a apresentar estas estatísticas, que do mês anterior não transita nenhum “post”. Significa assim que os dez “post” mais visualizados dentro das perspectivas já anunciadas são todos novos.

Igualmente pela primeira vez, se a memória não nos falha, aparece à cabeça um texto de um colaborador, neste caso José Miguel Nunes.

Atendendo a que os jovens são os maiores utilizadores da Internet e que igualmente são os mais interessados em desportos radicais, como é o surf, não admira que assim tivesse acontecido.

É com muita satisfação que verificamos que entre os dez quatro são dos nossos colaboradores, o que demonstra a valia que tem neste projecto.

Na 3ª posição O CELEIRO DE ALCOUTIM do nosso colaborador Gaspar Santos que está connosco praticamente desde a partida, na 7ª O RANCHO FOLCLÓRICO E O FIM DE UM ALCOUTIM ROMÂNTICO, de Amílcar Felício, outro alcoutenejo que nos ajuda nesta caminhada e na 9º A MEDIDA DO TEMPO, do nosso colega de profissão e Amigo, José Temudo, texto que nada tem a ver com Alcoutim mas que consideramos de grande sensibilidade e interesse, conforme prova as várias presenças no top ten.

Acaba por não surpreender a posição de NOVAMENTE ALCOUTIM NO PÓDIO apesar de ter sido publicado no dia 23 de Agosto. Algo existiu que levou à sua procura.
Dos dez “post” oito são de 2011 e dois de 2010.

Tal como fizeram com a postagem do ano anterior e referente ao seu convívio-festa, novamente os tacoenses espalhados pelo país voltaram a procurar o AL para lerem e verem o que publicámos sobre o evento.



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Procissão em Honra de Nª Sª de Fátima



Voltamos à nossa Câmara Escura de 27 de Abril último que tem por título "Procissão em Honra de Nª Sª de Fátima?"

O pedido então formulado acabou por ter uma colaboração, a de D. Maria Bárbara Antunes Martins cuja privilegiada memória visual e auditiva é magnífica e lhe
possibilita fornecer informação muito real ou muito próxima.

Confirmou-nos a nossa amiga que efectivamente se tratou de uma procissão em Honra de Nª Sª de Fátima quando da visita de uma imagem peregrina e que teve lugar talvez em 1947 ou muito próximo disso.

Também acertámos nos “pastorinhos” mas agora podemos informar quem desempenhou esse papel: Arlete Pereira, Francisco Manuel (já falecido) e Ivone Baptista.

Com este pequeno apontamento reforçamos o que tínhamos escrito sobre a foto.

Os nossos agradecimentos a D. Maria Bárbara.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Efeméride - Passam hoje 370 anos sobre a morte do último Conde de Alcoutim



Foi a 29 de Agosto de 1641 que foi executado no Rossio, aos 52 anos de idade, o 6º e último conde de Alcoutim (7º Marquês de Vila Real), D. Luís de Noronha e Meneses, filho do 4º Conde e irmão do 5º e casado com D. Juliana de Meneses, filha de D. Luís de Meneses, 2º Conde de Tarouca.

A condenação deu-se por alegadamente estar implicado numa conspiração para derrubar o Rei Restaurador, D. João IV.

Os seus bens foram confiscados e incorporados na Casa do Infantado, criada por alvará de D. João IV, de 11 de Agosto de 1654, a favor dos filhos segundos dos nossos monarcas.

Ainda que tivessem existido algumas ligações sanguíneas entre as Casas de Bragança e a de Vila Real, as duas maiores do País em nobreza e bens, possivelmente por isso existia grande rivalidade pelo domínio político e económico.

Chegaram a travar-se pequenas batalhas entre os criados das duas Casas Senhoriais

Aquilo que fomos lendo em vários trabalhos históricos é muito semelhante parecendo-nos ser o politicamente correcto.

Em trabalho recente foram apresentadas outras hipóteses interpretativas após pesquisas efectuadas em vários arquivos.

É fácil calcular que os bens confiscados a esta Casa constituíram um suporte económico importante para a manutenção da independência do país.

Ainda que o título de Conde de Alcoutim tivesse sido oferecido a D. Carlos de Noronha que pertenceu à lista de conjurados e que se encontrava em litigio jurídico com o 6º Conde em representação de sua mulher, D. Antónia de Noronha, nascida em Ceuta e filha que pretendia ser legítima do 5º Conde, D. Miguel Luís de Meneses, este não o aceitou.



domingo, 28 de agosto de 2011

Nascimento do navio "Alcoutim"

Pequena nota
A mais-valia dos nossos colaboradores está sempre patente.
Aqui reproduzimos uma pequena mas oportuna nota fornecida, neste caso pelo Eng. Gaspar Santos.


JV





Escreve

Gaspar Santos





Em Junho deste ano a Ordem dos Engenheiros comemorou os 75 anos da sua existência, uma vez que foi criada em 1936. Na Região Sul da Ordem do Engenheiros resolveram criar o Dia Regional do Engenheiro. E prestar homenagem a membros da Região Sul que muito se destacaram no seu campo profissional. E o que tem a ver esta efeméride com Alcoutim?

É que um dos distinguidos tem 101 anos, é Algarvio como nós, nascido em Loulé e foi o “criador” para Grupo Companhia União Fabril (CUF) do navio Alcoutim por modificação do navio alemão S. S. Fort Fidler.

O calado deste navio era tão elevado que não lhe permitiu entrar no Guadiana e por isso nunca foi visto na terra que lhe deu o nome.

Mas melhor que as nossas palavras são as palavras e imagens que respigamos da Edição Comemorativa 2011 da Região Sul da Ordem dos Engenheiros.

Aproveitamos assim para prestarmos também a nossa modesta homenagem ao Senhor Engenheiro João Farrajota Rocheta.

N.I.
Acabámos de receber do colaborador Gaspar Santos a indicação de que o Eng. João Ferrajota Rocheta já era falecido quando esta postagem foi publicada. O acontecido teve lugar em 27 de Junho de 2011, o que só agora se teve conhecimento.Pelo facto, pedimos desculpa aos nossos leitores.
Em 8 de Fevereiro de 2012.
JV

Mariana Barradas Franco

Faleceu na cidade de Peniche no passado dia 20, com 89 anos de idade esta Senhora, alentejana, natural de Serpa e que nunca perdeu a pronúncia da sua região natal.

Tendo-se fixado bem jovem nesta então vila onde veio exercer a sua actividade profissional, acabou por aqui casar e constituir família.

De fino trato, conhecíamo-la há muitos anos e nas nossas conversações entrava com frequência a gastronomia e culinária principalmente referente à da sua região de origem.


Foi mais uma mãe que recebeu o amor e carinho de um filho que a tratou, quase sozinho até ao último suspiro.

Mariana Franco era mãe do nosso Amigo e apreciado colaborador deste espaço, Fernando Lino, daqui lhe enviando o nosso abraço de condolências.


sábado, 27 de agosto de 2011

Cobertores de lã




Ainda que apareçam como sinónimos nos dicionários, têm características diferentes das designadas mantas.

Com uma função idêntica e nos casos que temos abordado são feitos do mesmo material (lã) e nos mesmos teares.

Acabam contudo por ser diferentes, são maiores, menos espessos (teia mais leve e menos consistente), não têm barras vistosas como as mantas e os desenhos que apresentam são mais simples e de maiores dimensões.

Apresentamos dois exemplares com mais de meio século de existência, admitindo ser o primeiro centenário.

O segundo foi feito em Alcaria Alta.



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Crónica de Verão





Escreve


Amílcar Felício



[Jovens de Alcoutim daquele tempo]

Se até o Governo e a Assembleia da República vão a banhos ao fim de 2 meses de trabalho, depois de nos darem a entender que este ano não ia haver nada para ninguém, no seguimento do que dizia o outro “ de que nem iriam ter tempo para se sentar”, porque é que nós não haveremos de fazer o mesmo? Começam de facto a convencer-me, aqueles que dizem de que “vida melhor do que a de ministro... só a vida de ex-ministro!”

Assim e antes que venha para aí mais algum corte também no subsídio de férias, aproveitemos a crónica desta semana para ir até Vila Real de Santo António beber um copo e ver como paravam as modas por lá noutros tempos. Acho que também merecemos!
Em 1963 ou 1964 posso-vos garantir que sair de Alcoutim para ir passear àquela Vila Pombalina ainda era uma pequena aventura que requeria algum planeamento, nomeadamente pela logística do transporte para que tudo batesse certo na ida e no regresso. Hoje em dia é tudo diferente e qualquer pessoa pode ir até lá nas calmas à hora de almoço, tomar a bica e voltar logo a seguir para o trabalho da tarde, como se fosse ao Quiosque do Rio tomar café. Ainda bem!

Os automóveis em Alcoutim naqueles tempos contavam-se pelos dedos de uma só mão e ainda sobravam muitos dedos. Eu francamente só me lembro do carro do Dr. João Dias na década de cinquenta e já bem entrados na primeira metade da década de sessenta do carro do Sr. Paulino Chefe de Finanças e de uma ou duas carrinhas de caixa aberta, salvo erro dos Gomes das Cortes Pereiras e do Ti Guerreiro talhante se a memória não me falha e a quem pagávamos o gasóleo, para nos deslocarmos para uma jogatana a este ou àquele Monte do Concelho, sempre com a bandeira do Grupo Desportivo 1º de Dezembro imponente a esvoaçar no tejadilho.

De resto o parque motorizado e “desmotorizado” (*) era constituído naqueles tempos por umas bicicletas a pedal e uma ou outra a motor, muitos burros e algumas carroças, mais uma mula, um macho ou uma égua. Havia também barcos a remos e o velho Gasolina com a sua figura castiça o “Fachenita” que fazia regularmente o percurso fluvial Mértola-Vila Real-Mértola e a velha camioneta de nariz empinado, que chegava de Lisboa às 5 horas da tarde e acabava a carreira naquela Vila Pombalina, voltando a Alcoutim no dia seguinte às 10 horas da manhã a caminho de Lisboa novamente. Ainda me lembro do martírio que esta coitada passava nos anos cinquenta para chegar à Praça pela rua das Portas de Mértola, pois ainda não existia a estrada junto à ribeira, que na altura eram os quintais das casas que de uma maneira geral ainda lá existem com a mesma arquitectura exceptuando uma ou outra claro e as duas casas em frente à família Canelas que foram deitadas a baixo, para fazer um ajardinado a 45º...
[A cidade pombalina. Foto JV, 2011]

Às vezes apetecia-nos sair da rotina e fazer alguma coisa de diferente num ou outro fim-de-semana. Dávamos descanso à lancha do Xico Balbino e aos passeios e patuscadas no Guadiana, às jogatanas de futebol na Fonte Primeira ou em Martim Longo, aos bailaricos em Giões, no Pereiro ou nos Montes do Rio que tinham as caras mais bonitas do Concelho, ou aos passeios a Sanlúcar para umas cervejolas no Estrela e saborear as suas formidáveis tapas à borla, que muitas das vezes eram gambas que vinham das Canárias ao preço da uva mijona.

Os passeios com as espanholitas eram o pão nosso de cada dia e às vezes até de cada noite e acabavam quase sempre a dançar as sevilhanas ao som da minha velha viola que era a única coisa que sabia arranhar e mais um ou outro flamenco , contagiando-nos com a sua alegria e o seu salero sem limites e contrariando assim o nosso histórico fatalismo. Era uma lufada de ar fresco!


Éramos bem recebidos e sentíamo-nos bem em Espanha. Apetecia-nos sempre voltar, pois quem é que não gosta de se divertir e andar alegre ainda por cima quando se é jovem? E a verdade é que tínhamos conseguido relacionar novamente as juventudes das duas povoações ribeirinhas, que viviam de costas voltadas desde a fratricida guerra civil que as tinham separado à força fazia já mais de duas décadas, criando laços de amizade que perdurariam pelo tempo fora e até um ou outro casório!

Encontrava-me com a família por mero acaso em Sanlúcar no dia do funeral de Dom Miguel Ferreira, salvo erro em Fevereiro de 2009. Quando descíamos a rua do seu antigo comércio para irmos dar os pêsames à família, fomos surpreendidos pelo funeral que já subia a Avenida. Inclinávamo-nos respeitosamente à passagem do féretro quando estupefacto, vejo a filha Angélica que já não via há dezenas de anos afastar-se do cortejo perante o olhar geral, para nos vir cumprimentar afectuosamente ao passeio. Demos-lhe as nossas sentidas condolências pela morte de um Homem Bom e de um Verdadeiro Amigo dos Portugueses. Será preciso dizer mais alguma coisa para se entender o relacionamento entre portugueses e espanhóis naqueles tempos? Se havia lá mais algum português não dei conta, pois não conhecia mais ninguém. Possivelmente como se mudaram os tempos etc., etc., etc. ...

[Sanlúcar do Guadiana. Foto JV, 2011]

Mas deixemos as partes tristes da vida e não nos esqueçamos que temos que ir para Vila Real de Santo António...
Estávamos nos princípios da década de sessenta e o turismo começava a desabrochar no Algarve a um ritmo alucinante. Alguns dos estrangeiros pareciam que tinham descoberto o Paraíso na terra e assentavam arraiais com armas e bagagens, deslumbrados quer com o clima quer com a beleza da região ainda virgem, beleza que eles – mas principalmente nós – haveríamos de ir descaracterizando irresponsavelmente ao longo destas quatro ou cinco últimas décadas, pela ganância do lucro fácil.

Constava-se que havia quem lhes vendesse um espaço equivalente a um galinheiro ou uma pocilga por trezentos contos, o que era uma pequena fortuna nas nossas contas naquela época. Nas contas deles claro, comprar uma Mina de Ouro àquele preço não passaria de uns miseráveis patacos suponho, pois tinham um nível de vida seguramente dez a vinte vezes superior ao nosso. Possivelmente que antes da UE nos encharcar com a ilusão dos fundos, aquela época algarvia foi certamente a nossa última ilusão – embora regional – de termos chegado novamente ao Brasil. Enquanto uns partiam para a aventura da emigração, os que ficavam naquela região olhavam para os estrangeiros na altura como quem olha para a árvore das patacas. Vendia-se-lhes o Algarve por uma fortuna pensávamos nós e eles compravam-no por tuta-e-meia.

Outros estrangeiros vinham aos magotes atraídos pelo baixo preço da estadia no Paraíso.

Fazia parte do nosso grupo o Eckard, um geólogo alemão com 1 metro e 98 centímetros que fazia a sua tese em Alcoutim por indicação expressa do seu professor na Alemanha, por particularidades da nossa região que me escapam. Provavelmente por se tratar de uma zona de regressão marinha da época Glaciar, pois era visível a existência de areias e conchas no cimo do Cerro da Mina cuja descoberta nos espantava, quando em miúdos explorávamos as minas que lá existem armados em bandeirantes e nos questionávamos na nossa santa ignorância, se o mar não teria já andado por ali antes de nós.

Claro que Alcoutim baptizou-o de imediato de “O Pedrinhas”. Apesar de não ter que dar contas a ninguém nem horário de entrada ou de saída, era de uma regularidade no trabalho impressionante. Parecia um relógio suíço. Dominava perfeitamente o português. Sei que tinha 198 centímetros porque certo fim-de-semana encontrámo-nos em Lisboa para um curto convívio e decidimos ir ver determinado filme ao velho cinema de S. Jorge.

Ficámos na plateia. Ao lado do Eckard estava uma menina que tinha uma amiga no 1º balcão e que não resistiu no intervalo, gritando-lhe lá de cima: oh não sei quantas (!) esse aí ao teu lado tem mais de 2 metros! O Eckard levanta-se na sua corporal imponência, vira-se para o 1º balcão e rectificando de imediato a medida grita-lhe em voz alta: você está mesmo muito enganada minha querida, faltam ainda 2 centímetros! Tinha aprendido a conviver com o humor português e adaptava-se perfeitamente!

No trato até já nem parecia um estrangeiro naquele corpalhaço disforme de alemão louro, que não enganava nem o mais pitosga. Nunca lhe conseguimos arrancar uma palavra sobre a crueldade e o terror nazi. Estava bem industriado. Dizia-nos sempre que sobre esses assuntos não queria nem gostava de falar! Parecia-nos que tinha vergonha ou então a consciência pesada, sabe-se lá! Às vezes tentávamos que bebesse mais uns copos para ver se lhe desatávamos a língua, mas nunca perdia aquela postura formal que todos os homens do norte europeu têm e que é tão diferente dos latinos, pois primeiro que o álcool chegasse lá cima à cabeça, dizíamos nós, evaporava-se certamente.

Até que um dia descobrimos a receita: o vinho Lagoa que tinha uma graduação no mínimo de uns 14º. Foi engraçado ver aquele corpalhaço disforme com uns copos descomposto chegar ao Cais Velho certa tarde e naquela barafunda toda com o Guarda Fiscal à mistura, ver ir o boné deste parar ao rio. Claro que a partir daquele dia nunca mais quis beber vinho Lagoa e voltou à formalidade do costume, derrotando a nossa estratégia!

E lá chegámos finalmente certo fim-de-semana a Vila Real – a viagem era mesmo longa e complicada não vos dizia (!) – atraídos possivelmente pela miragem da invasão estrangeira de que apenas nos chegavam os ecos a Alcoutim. Descobríamos com os nossos próprios olhos de que se tratava de facto de Novas Invasões mas desta vez já não eram só as Francesas, mas fundamentalmente Inglesas! Sentamo-nos numa das esplanadas da Avenida Central para apreciar aquela Nova Invasão bebendo naturalmente umas cervejas. O Eckard que muito se sensibilizava pela maneira como o recebíamos, queria mostrar a sua gratidão e pagar toda a despesa, chamando o empregado. Ao perguntar-lhe quanto custava cada cerveja, responde-lhe este sem pestanejar de que eram a 10 escudos cada (não vos quero mentir mas o preço normal acho que eram 25 tostões e ele pedia-nos quatro vezes mais!) ao que eu lhe pergunto de imediato: “mas você não está enganado companheiro”? Responde-me ele sem papas na língua, “desculpem lá amigos, mas pensava que eram estrangeiros!”.

[Equipa de futebol de Alcoutim, 1964]

Esta mentalidade de lucro fácil que naquele tempo até poderíamos considerar um expediente com piada, contra aqueles que nos compravam ao desbarato (afinal não se tratava mais do que uma simples desvalorização da moeda, habilidade que os políticos praticariam algumas décadas depois!), acabaria por se transformar anos mais tarde já sem qualquer desculpa, em Política Geral que marcaria aquela região até há bem pouco tempo, espantando muito turista que preferiam ir para Espanha a muito melhor preço em condições equivalentes. Mas acho que já aprendemos...

Nota: (*) Sempre que encontrava o “Sargento” Diogo, personagem que já tenho referenciado diversas vezes nas minhas crónicas, tinha que lhe pagar um copo por uma dívida de gratidão que se arrastava desde os finais de um Inverno rigoroso da década de quarenta, com apenas 1 ou 2 anos de idade. Efectivamente contraí uma grave doença que mata por asfixia (o popular garrotilho) e o médico encontrava-se em Martim Longo. Foi o “Sargento” Diogo que de bicicleta a pedal foi a Martim Longo chama-lo e assim me salvou a vida. Contava-me sempre esta estória e acrescentava que quando chegou à Portela Alta, ia tão cansado que a roda se atolou na lama e ele caiu ficando ferido e todo sujo, mas dada a gravidade do problema lá continuou a toda a velocidade sem hesitar, cumprindo a missão até ao fim! Assim se desenrascavam os alcoutenejos...
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Laurentina Maria


Foi a sepultar ontem no cemitério da Vila de Alcoutim, Laurentina Maria, de 84 anos de idade, viúva, natural e residente na povoação de Cortes Pereiras, freguesia e concelho de Alcoutim.

Viveu sempre com o seu filho mais velho, solteiro, que a tratou com muito carinho, levando-a a consultas e cuidados médicos, ministrando-lhe a alimentação até à higiene diária, por vezes com o auxílio do irmão.

José Manuel, funcionário da Câmara Municipal, apesar de limitações de vária ordem não quis optar por depositar a mãe num albergue, saindo assim da prática comum no concelho e por esse país fora.

O nosso amigo José Manuel deve sentir-se hoje confortado pelo dever cumprido o que não pode acontecer a muita gente.

O nosso abraço de condolências.



VIAGEM SEM REGRESSO

1º Concurso Nacional Aromas e Sabores com Figo-da-Índia



Pequena nota
Com pedido de publicação recebemos o seguinte “mail”que gostosamente publicamos, este e todos os que nos forem enviados em prol do concelho de Alcoutim procurando tirá-lo da cauda do desenvolvimento.
JV

Caro Sr. Varzeano,

Venho por este meio solicitar que, se possível, seja publicitado no blog Alcoutim Livre, o 1º Concurso Nacional Aromas e Sabores com Figo-da-India.

Sei que o seu blog procura divulgar todos os acontecimentos de interesse para o concelho de Alcoutim e principalmente aqueles cujos objectivos se norteiam por interesses colectivos.

É nesse sentido que ouso pedir-lhe a divulgação deste Evento o qual tem, como principal objectivo, sensibilizar as populações do concelho de Alcoutim e outros concelhos da região, onde é produzido o Figo-da-India.

Existem muitos Alcoutenejos e não só, que acompanham os diversos acontecimentos sociais e culturais, através deste espaço informativo e é também para essas inúmeras pessoas, residentes fora de Alcoutim e muitas delas no estrangeiro, que me dirijo e gostaria de dar a conhecer este evento o qual tem como um dos objectivos, dar a conhecer as potencialidades económicas que o Figo-da-India pode oferecer.

As inscrições para este concurso terminam no dia 31 deste mês de Agosto e o mesmo terá lugar no dia 4 de Setembro, a partir das 14:00 horas, em Martim Longo.

Existe o blog, http://figodaindia.blogspot.com/
criado apenas para este evento, onde poderá ser consultado o regulamento e também para, através dele, se inscreverem aqueles que têm gosto pela confecção de Doces, Bolos ou Bebidas .


O 1º Concurso Nacional “Aromas e Sabores com Figo-da-Índia” é organizado pela Coopêssego - Coop. Agríc. de Rega do Pesssegueiro em colaboração com a A.S.D.T. - Assoc. Sociocultural e Desenvolvimento de Tacões, a ADECMAR- Assoc. Desenv. e Cultural de Martim Longo, a Junta de Freguesia de Martim Longo e o Município de Alcoutim, no âmbito das Festas de Verão em Martim Longo.

Saudações Alcoutenejas
A organização




1ºConcurso Nacional
Aromas e Sabores com Figo-da-Índia

I – Organização :
A realização do 1º Concurso Nacional “Aromas e Sabores com Figo-da-Índia” é organizado pela Coopêssego - Coop. Agricola de Rega do Pesssegueiro -CRL, em colaboração com a A.S.D.T. - Assoc. Sociocultural e Desenvolvimento de Tacões, a ADECMAR, a Junta de Freguesia de Martim Longo e o Município de Alcoutim, no âmbito das Festas de Verão em Martim Longo.

II – Objectivos :
São objectivos do concurso:
1. Sensibilizar as populações para a importância estratégica dos produtos endógenos, em especial o Figo-da-Índia, o mel, a amêndoa, bolota, alfarroba e outros frutos, no contexto de desenvolvimento da Região;

2. Incentivar a inovação e o empreendedorísmo ao nível do aproveitamento daqueles produtos para a criação original de um doce, bolo ou bebida regional;

3. Eventual criação de um produto de referência para produção intensiva e respectiva comercialização;

III – Concorrentes :
1. Podem concorrer todos os cidadãos Nacionais e ou Residentes em Portugal.

2. O limite máximo de participantes neste concurso são 60 (sessenta) concorrentes ;

3. O Concurso tem 3 Modalidades :
a) DOCES ( engloba : geleias, compotas, biscoitos, bolachas, etc. ) ;
b) BOLOS ( tipo pastelaria ) ;
c) BEBIDAS ( cocktails com ou sem álcool e outras )

4. Cada concorrente, só pode apresentar um trabalho em cada modalidade a concurso.
Só são admitidos a concurso os doces, bolos ou bebidas que integrem na sua confecção o fruto Figo-da-Índia ( numa percentagem igual ou superior a 30 % ) .

5. Só são admitidos a concurso os doces, bolos ou bebidas resultantes de receitas originais;

6. É condição prévia de admissibilidade ao concurso “ Aromas e Sabores com Figo-da-Índia “, a cedência expressa dos direitos de autor à entidade Organizadora, para uma eventual produção Empresarial e consequente comercialização do doce, bolo ou bebida.
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IV – Inscrição e concurso :
1. A inscrição no concurso é gratuita.

V – Características da confecção a concurso :
1. São admitidos doces, bolos ou bebidas de qualquer tipo, desde que cumpram o estabelecido nos números 3 e 4 do capítulo III do presente regulamento.

2. Os critérios de avaliação do Júri são os seguintes :
a) Originalidade ;
b) Degustação;
c) Apresentação / Decoração.

Ou ainda :
d) Viabilidade de produção comercial ;
e) Outro que o Júri, venha a considerar relevante.

Em caso de empate, resultante da pontuação prevista nas alíneas a, b e c, do artigo 2 capítulo V, o desempate será decidido segundo o critério “ Viabilidade de produção comercial “.
Em caso de persistir o empate, reunir-se-á para o efeito, o Painel de Júris, para decidir o desempate nessa(s) modalidade(s) .

3. A Ficha de Inscrição está disponível na Coopêssego - Pessegueiro, na Junta de Freguesia de Martim Longo, ou através do Blog : http://figodaindia.blogspot.com/

4. Depois de preenchida, a Ficha de Inscrição deverá ser entregue nos locais referidos no ponto 3, deste capítulo, ou enviada por e-mail para : nunes_mario@sapo.pt , acompanhada da receita do doce, bolo ou bebida, indicando obrigatoriamente os ingredientes, quantidades e processos de confecção.
5. Os doces, bolos ou bebidas a concurso terão de ser entregues até às 12:00 horas do dia 04 / 09 / 2011, no local do Evento, salão de festas da Junta de Freguesia de Martim Longo

6. Cada concorrente entregará 2 exemplares do doce ou bolo com que concorre, destinando-se um à apreciação do júri e outro para exposição e apreciação do Público.

7. Os Cocktails, serão compostos no momento da sua degustação e apreciação pelo júri, excepto as bebidas, que devem estar engarrafadas (sem rótulo) , devendo ser apresentados igualmente 2 exemplares.

8. A não entrega do doce, bolo ou bebida no prazo previsto no nº 5 e 7, ou a não entrega de dois exemplares constituem motivo de exclusão do concorrente.

VI - Segurança Alimentar
1- Os concorrentes devem ter em atenção os produtos susceptíveis de deterioração
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( natas, sumos naturais, etc. ) aconselhando-se a preparar esses ingredientes no
momento da sua utilização .
VII- Processo de Pontuação
1. Cada elemento do Júri terá uma ficha onde constará o Nº atribuído às Receitas
que as irá avaliar e às quais dará uma pontuação, de 1 a 10 pontos, começando a sua avaliação pelas bebidas.

VIII – Constituição do júri :
1. Cada grupo de júris, será constituído por 3 elementos de relevante idoneidade.

2. O Júri procederá à apreciação e avaliação das Bebidas, doces e bolos a concurso em acto privado.

3. O júri é competente para deliberar sobre os casos omissos no presente regulamento.

IX – Resultados e Prémios
1. A divulgação pública dos resultados e a entrega de prémios realizar-se-á logo que sejam apuradas as receitas premiadas, imediatamente a seguir ao concurso, no mesmo local onde se realiza o Evento;

2. Os prémios a atribuir serão os seguintes:
a) Modalidade de DOCES :
1º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher no valor de 200 Euros
2º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Hotel Guerreiros do Rio, Alcoutim
3º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Guadiana River Hotel, Alcoutim

b) Modalidade de BOLOS :
1º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher no valor de 200 Euros
2º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Hotel Guerreiros do Rio, Alcoutim
3º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Guadiana River Hotel, Alcoutim

c) Modalidade de BEBIDAS :
1º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Vouche no valor de 200 Euros
2º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Hotel Guerreiros do Rio, Alcoutim
3º Classificado – Troféu em Porcelana e 1 Voucher de 2 noites em regime APA , no Guadiana River Hotel, Alcoutim

Prémio Surpresa :
À receita que obtiver a maior Pontuação, no total das 3 provas e das 3 modalidades,
será atribuído um prémio monetário (surpresa), oferecido por Patrocinadores do Concurso.
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