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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Tabuleiro de jogo


 Tabuleiro de jogo de tipo Mancala III, recolhido no Castelo Velho de Alcoutim.

Este jogo milenar oriundo do Oriente Médio (foi encontrado um tabuleiro do IV milénio a. C. no Egipto) e da África, teve imensas variantes ao longo dos tempos.

Joga-se como o gamão, movendo as peças no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, procurando capturar as peças adversárias que fiquem isoladas em número de uma ou duas num orifício. Ganha o que capturar maior número de peças.

É de xisto e do período islâmico do século X – XI.

Med. 29,2 X 14,1 X 2,4 cm.


Pode ser apreciado no Núcleo Museológico de Arqueologia do Castelo de Alcoutim.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Candeia decorada


As candeias eram objectos domésticos muito importantes e chegaram ao tempo dos nossos avós!

Era com elas que se fazia a iluminação.

Este exemplar de cerâmica islâmica é decorado em melado e manganés.

Do período islâmico do séc. X-XI, tem de alt. 4,5 cm, de comp. 12,4 e de larg. 7,6.

Foi recolhida no Castelo Velho de Alcoutim e encontra-se em exposição no Núcleo de Arqueologia do Castelo de Alcoutim.

sábado, 18 de maio de 2013

Panela



Apresentamos hoje nesta rubrica mais um objecto cerâmico recolhido no Castelo Velho de Alcoutim.

Trata-se de uma panela islâmica do séc. XI com 23,2 cm de altura e 22,7 de diâmetro aproximando-se assim, a grosso modo de uma forma cúbica.

Interessante verificar que as panelas que serviram os “montanheiros”até meados do século passado tinham um formado muito parecido e era nelas que lentamente, ao “fogo” da esteva, se confeccionavam os saborosos “jantares” de grão, feijão ou couve e onde um pequeno naco de carne de porco, nomeadamente toucinho ou enchido, temperava a preceito.

Encontra-se em exposição no Núcleo Museológico de Arqueologia do Castelo de Alcoutim.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Foice de ferro


Peça de ferro recolhida na “Villa Romana do Montinho das Laranjeiras”.

Período romano / visigótico.

Medidas:29,3 x  2,3 x 0,5 cm

A agricultura foi sempre importante para as populações desta região desde o Neolítico.

Os romanos contribuíram, tal como os muçulmanos, com importantes avanços tecnológicos para uma melhor exploração dos solos.

Além da introdução de novas espécies, aperfeiçoaram e criaram novas alfaias, sendo a foice um desses instrumentos.

Encontra-se em exposição  no Núcleo de Arqueologia do Castelo de Alcoutim e inventariado com o número 92.

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Gradim, Alexandra, 2011, Cardoso, João, Catarino, Helena, Guia do Núcleo Museológico de Arqueologia, C.M. Alcoutim, p.27

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Jarrinha [2]



 Esta peça de cerâmica com as mesmas características da anteriormente apresentada, decorada a corda seca parcial, igualmente islâmica e do mesmo período (séc. X – XI) foi também recolhida no Castelo Velho de Alcoutim.

Parece-nos que teria uma forma semelhante à anterior, a diferença estará na parte que foi recolhida.

Med. Alt. 7,7 cm (s/bordo), Diâm. 8,2 cm.

Encontra-se em exposição ao lado da primeiramente referida e tem o nº 45.

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Gradim, Alexandra, 2011, Cardoso, João, Catarino, Helena, Guia do Núcleo Museológico de Arqueologia, C.M. Alcoutim, p.27

domingo, 14 de abril de 2013

Jarrinha


 Jarrinha decorada a corda seca parcial.

Peça de cerâmica islâmica do período séc. X – XI.

Med. Alt. 7,7 cm (s/bordo), Diâm. 8,2 cm.

Recolhida no Castelo Velho de Alcoutim.

Em exposição no Núcleo Museológico do Castelo de Alcoutim e inventariada com o nº 46.

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Gradim, Alexandra, 2011, Cardoso, João, Catarino, Helena, Guia do Núcleo Museológico de Arqueologia, C.M. Alcoutim, p.27

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Jarro [2]




Peça cerâmica visigótica igualmente recolhida após a Cheia de 1876/77 pelo arqueólogo algarvio, Estácio da Veiga e que igualmente faz parte do acervo do Museu Nacional de Arqueologia e inventariada com o nº 15149

Med. – Alt. 16 cm e de Diâm. 9,7 cm

Em relação ao JARRO [1] que já apresentámos e recolhido no mesmo local, tem a mesma finalidade sendo em relação à 1ª, um pouco mais baixo e mais bojudo.

Encontra-se como o anterior exposto no Núcleo Museológico do Castelo de Alcoutim nos termos que já indicámos e sob o número 41.

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Gradim, Alexandra, 2011,  Cardoso, João, Catarino, Helena, Guia do Núcleo Museológico de Arqueologia, C.M. de Alcoutim.

domingo, 24 de março de 2013

Jarro


Peça de cerâmica visigótica recolhida após a Cheia do Guadiana de 1876/77 por Estácio da Veiga no Montinho das Laranjeiras, pertence à colecção do Museu Nacional de Arqueologia e foi inventariada com o nº 15145.

Medidas: Alt. 16,72 cm e Diâm. 8 cm.

Encontra-se actualmente e devido a um protocolo existente entre aquela entidade e a Câmara Municipal de Alcoutim em exposição no Núcleo de Arqueologia do Castelo de Alcoutim.

Naquele período era usual a colocação nas sepulturas de vários objectos nomeadamente jarros e jarrinhas cerâmicos que exprimem a crença no percurso além-túmulo.

Na exposição do Núcleo tem o nº 42.

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Gradim, Alexandra, 2011,  Cardoso, João, Catarino, Helena, Guia do Núcleo Museológico de Arqueologia, C.M. de Alcoutim.

terça-feira, 12 de março de 2013

Taça

Pequeno recipiente em calote, liso, recolhido na anta do Malhão, do lado esquerdo da câmara e próximo da entrada, cujo monumento situa-se a cerca de 1 km sul de Afonso Vicente.

A sua posição indica que conteria alguma substância utilizada como oferta.

Possui a altura de 5,1 cm e o diâmetro de 12 cm.

Tem uma forma de ampla distribuição no tempo e no espaço e aparece em contextos semelhantes.

Encontra-se em exposição inventariado com o nº 174 no Núcleo de Arqueologia no Castelo de Alcoutim.

Peça do período Calcolítico Final (último quartel, III milénio a.C.).

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https://repositorioaberto.uab.pt (em 09.03.2013)


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vaso de carena alta



Cerâmica do período Calcolítico final (último quartel do III milénio a.C. – 2250 / 2000 a.C.)

Mede de diâmetro 17 cm e tem de altura 12,8 cm.

É um recipiente liso recolhido na Anta do Malhão situada num cabeço a cerca de 1km do “monte” de Afonso Vicente.

Trata-se de forma que evoca recipientes do Bronze do Sudoeste, dos quais se admite ter sido o precursor.

Está exposta no Núcleo Arqueológico do Castelo de Alcoutim e inventariada com o nº 128.

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Cardoso, João Luís e Gradim, Alexandra, 2011. Dez anos de trabalhos arqueológicos em Alcoutim. Do neolítico ao Romano, C.M. de Alcoutim, Lisboa.

Gradim, Alexandra, 2011, Cardoso, João, Catarino, Helena, Guia do Núcleo Museológico de Arqueologia, C.M. de Alcoutim.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Bule



Peça de cerâmica islâmica do séc. IX – XI recolhida no Castelo Velho de Alcoutim.

Med. Alt. 14,1 (s/bordo) cm. Diâm. 14,3 cm.

Recipiente usado habitualmente para servir líquidos à mesa.

A superfície queimada fornece a informação de poder ter sido levado ao fogo para preparar alguma infusão (chá).

Encontra-se em exposição no Núcleo de Arqueologia no Castelo de Alcoutim sob o nº 50.

N.B. Por lapso foi inserida primeiramente uma fotografia que não correspondia à peça descrita e igualmente o nº de exposição foi alterado. Após a rectificação, pedimos desculpas aos nossos visitantes / leitores.
JV

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cantarinha


É decorada parcialmente a corda seca servindo como louça de cozinha.

Cerâmica islâmica do séc. XI

Vasilha que serve para guardar líquidos ou para levar água à mesa.

Foi recolhida no “Castelo Velho” e está exposta no Núcleo de Arqueologia do Castelo de Alcoutim e inventariada com o nº 44.

Med. Alt. 24,2 cm, Diâm. 20,3 cm.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Pucarinho


Peça de cerâmica islâmica do século X / XI, medindo de altura 14,1 cm e de diâmetro 12,3.

Recipiente utilizado à mesa para beber. O seu nome em árabe seria surayba.

Foi recolhido no Castelo Velho e encontra-se em exposição com o nº 46 no Núcleo de Arqueologia no Castelo de Alcoutim.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Cerâmica de cozinha islâmica - Panela


 Apresentamos hoje uma panela do período islâmico (século XI / XII) recolhida na Villa Romana do Montinho das Laranjeiras, enquadrada na cerâmica de cozinha.

É decorada com pintura branca, mede de altura 14,7 cm e de diâmetro 19,4.

Encontra em exposição no Núcleo Museológico de Arqueologia no Castelo de Alcoutim.

Bem conservada assemelha-se bastante às panelas de barro ainda utilizadas pelos alcoutenejos na primeira metade do século passado para a confecção das suas refeições.

Foto de JV

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Prato de cerâmica


 
Esta peça arqueológica encontrada em escavações no Castelo de Alcoutim, em campanha de 1991 / 92, é muitas vezes apresentada como logótipo dessa área de interesse.

Tem de diâmetro 25,2 cm e 7,4 de altura, dada como do séc. XIV / XV e de produção sevilhana.

O centro é ocupado por uma figura quimérica de esfinge com corpo de leão, patas a terminar em grandes garras e cabeça feminina com turbante.

A demarcação do diâmetro do bordo e do fundo é feita através de traços horizontais concêntricos, simples ou duplos, seguidos de sanefas com motivos ondulantes.

Estes dados técnicos foram obtidos no Guia do Núcleo de Arqueologia, Edição da Câmara Municipal de Alcoutim, 2003.
 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Calvário da Lapa ou dos Medronhais



Neste espaço global já coloquei, se a memória não me atraiçoa, dois apontamentos sobre calvários existentes ou desaparecidos na freguesia de Alcoutim.

Segundo informações recolhidas, estes pequenos cruzeiros, que assinalam no campo o lugar onde morreu alguém, não existem na freguesia do Pereiro e não tenho conhecimento que nas restantes do concelho tivessem tido lugar, ainda que não tivéssemos feito qualquer prospecção nesse sentido.

A razão da apresentação deste tem a ver com a recente fotografia que tirámos aos seus restos, que não passam do plinto também ele já degradado. Esta situação tem mais de oitenta anos, conforme nos imformaram..

É muito pouco o que sabemos sobre ele a não ser que se situa nos arredores de Afonso Vicente na zona rústica da Lapa e Medronhais.

Foi erguido em finais do século XIX ou princípios do seguinte para assinalar a morte de um elemento da família Bento de Afonso Vicente, que foi beber ao barranco da Lapa. Quando estava de bruços bebendo sofreu um ataque epiléptico que o vitimou.

É esta a estória ainda contada pelos habitantes mais idosos das redondezas e que se vai esvaindo com o decorrer dos anos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Resto de velho canhão



Durante muitos e muitos anos esta parte de velho canhão cuja “cabeça” rebentou, constituiu o espólio dos apetrechos de guerra que fizeram parte do armamento do castelo de Alcoutim. Quem o visitava não deixava de para ele olhar “magicando” na sua utilização. Certamente quando rebentou, terá causado vítimas.

Em 1758 o pároco de Alcoutim, que respondeu ao questionário (quesito 25), entre outras coisas, escreveu (...) tem sete peças de fogo e algumas com grande perigo para uso, tem as ditas peças sete reparos de muito pouca sustância (...).

Possivelmente este canhão teria feito parte do sistema artilhado que se criou virado para Sanlúcar na altura das Guerras da Restauração ou de época posterior.

Após a conclusão do restauro do castelo foi retirado desconhecendo-se o seu destino; penso contudo, que o seu lugar seria ali, colocado na posição técnica e com quadro explicativo das funções que desempenhou e das suas características.

Apresentamos uma arma que nos parece semelhante e devidamente colocada, mas isso é noutras terras.



A fotografia foi por nós tirada, se a memória não nos atraiçoa, em 1986.

ONDE ESTARÁ?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Padrão Epigráfico de 1661



Foto tirada em 1968 por J.V.

Este importante documento epigráfico encontra-se na muralha, junto ao cais velho desde 1877, ou seja, após a CHEIA GRANDE e mandado colocar pela Câmara.

O seu local de origem era a PORTA DE TAVIRA onde foi colocado em 1661.

A inscrição diz:- ALFOMSVS VI REX PORTVGALI ET ALGARAVIORVM MDCLXI e possivelmente deveria ter sido deslocada devido à PORTA se encontrar em ruína.

Porque razão se teria feito tal gravação? Teria sido só para marcar a realeza de D. Afonso VI? Não o sabemos. Teria sido para assinalar a conclusão de obras de beneficiação na fortaleza que tiveram lugar nesse ano e para as quais foram concedidos 3 000 cruzados na primeira fase e orientadas pelo Eng. Pêro de Sancta Colomba? Ou teria sido para assinalar o ajuste do casamento de D. Catarina, irmã de D. Afonso VI com o rei de Inglaterra, Carlos II, que igualmente teve lugar naquele ano? Pelo menos foram feitas estrondosas salvas de artilharia, festejando-se o acontecimento com outras demonstrações de alegria.

Em 1880 é solicitado o envio para Lisboa do “documento” mas a Edilidade nega-se a fazê-lo pois pretende conservar neste povo a memória daqueles que nos fizeram glória no passado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sepultura tardo-romana (complemento)


No dia 10 de Outubro último demos entrada neste blogue, no TEMA Câmara Escura, de uma fotografia por nós tirada que mostra uma sepultura classificada como de Tardo-Romana e que voltamos a publicar.

Dissemos então que desconhecíamos que tivesse sido publicado algum trabalho sobre o assunto e assim acontecia de facto.

Entretanto, nas pesquisas que habitualmente fazemos, encontrámos a apresentação de uma tese de mestrado na Universidade de Lisboa, em 2007.01.23, sobre o Tema: A necrópole de Vale de Condes, Alcoutim, no contexto da Antiguidade tardia no Algarve, defendida pela Dra. Isabel Maria Baptista Inácio com quem nos lembramos de ter trocado meia dúzia de palavras no local, quando efectuava escavações com uma colega.

Certamente que o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Alcoutim, tão interessado na prospecção, manutenção e divulgação deste património, terá conhecimento da situação.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pedras trabalhadas


A Câmara Escura de hoje traz-nos uma fotografia que tirei com o meu “caixote” há trinta e oito anos! Não são dois dias.

Apesar de ser um jovem, já então a minha atenção se prendia a estas coisas. Não sei se alguém, além de mim tirou fotografias semelhantes – é possível.

As duas pedras trabalhadas foram aproveitadas para ajudar a construir um muro ou uma parede, a esta distância no tempo penso que é a primeira das hipóteses, em local próximo da Igreja Matriz de Giões.

Há algumas dezenas de anos que por lá não passo pelo que desconheço se ainda aí se encontram.

As pedras aparelhadas nalgumas das suas faces, chamaram-me a atenção por esse motivo, pelo seu volume e destoando completamente das outras. Além disso, e afinal o mais importante, tinha a inscrição de uma era, 1744, ao meio, entre o 17 e o 44, uma simples ilustração dentro da qual se encontrava gravada a seguinte sigla, I H S, isto se a minha leitura estiver correcta. Por cima do H, uma cruz.

Atendendo a que me pareceu algo com ligações religiosas e admitindo que tivesse vindo de algum templo desaparecido, indaguei junto de alguém que está dentro dessa área, procurando uma explicação.

De seguro nada me foi dito, pensa-se contudo que pode ter uma possível ligação à Companhia de Jesus.

Não me parece que as peças tenham origem em qualquer templo das redondezas e isto pelas características apresentadas.

Admitimos igualmente que possa ter vindo de alguma casa “nobre” como aqui eram designadas as casas apalaçadas, que tivesse entrado em ruína e a aldeia de Giões foi terra de gente importante no contexto concelhio, nomeadamente as famílias Teixeira e Delgado.

Num “monte”da freguesia de Alcoutim encontrámos três inscrições da mesma época, mas com características diferentes.

É o pouco que se me oferece dizer sobre o assunto.