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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Duas pequenas notas informativas



ALCOUTIM LIVRE EM PAPEL

Como a foto apresenta, já se encontram em papel os 20 volumes de formato A/5, constituindo 6 638 páginas que correspondem a 1485 mensagens

Representam o trabalho desenvolvido durante 5 ANOS (e 15 dias) da nossa responsabilidade, enriquecido pela adesão de 11 colaboradores dos quais 7 são alcoutenejos.

Claro que além deste tempo há o restante de cerca de 40 anos em que com muita assiduidade nos debruçámos em consultas, pesquisas, conversas e observações sobre a temática ALCOUTIM.

Todos os volumes, que correspondem a trimestres de publicação possuem índices.

Qualquer pessoa interessada pode fazer isto.


VISITANTES / LEITORES

Esta segunda nota é para informar principalmente aqueles que naturalmente deixaram de visitar o ALCOUTIM LIVRE pois fizeram-no com muita intensidade enquanto esteve activo e que consequentemente conhecem bem o seu conteúdo, que afinal o blogue continua com um movimento apreciável apesar de estar sem actividade.

Durante os 172 dias de inactividade este espaço divulgador de ALCOUTIM E DO SEU CONCELHO mereceu 13 471 visitas o que representa uma média diária de 78,31!

Perante a nossa surpresa e para a qual temos dificuldade em encontrar explicação, houve dias em que teve mais visitas dos Estados Unidos da América do que de Portugal.

SOMOS OBRIGADOS A CONCLUIR QUE O QUE ESCREVEMOS NÃO SERVIU PARA A DEITAR FORA, TEM ALGUM SUBSTRATO E QUE CONTINUA A SER PROCURADO POR MUITA GENTE.

É ESTA A MOEDA QUE AGRADECEMOS RECEBER.



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS


domingo, 23 de junho de 2013

Recordando o Dr. Alberto Iria


Joaquim Alberto Iria Júnior, de seu nome completo, nasceu a 27 de Dezembro de 1909 na então vila de Olhão e faleceu a 24 de Fevereiro de 1992, em Lisboa.

Originário de uma família ligada ao mar, vai cursar o ensino secundário no liceu de Faro onde tem entre outros, como professor, o Dr. Fernandes Lopes, médico em Olhão, historiador e homem de grande cultura e parece ser este que influenciou a sua entrega à investigação histórica.

Em 1930 matriculou-se na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa no Curso de Ciências Históricas e Filosóficas onde se licenciou em 1936, apresentando como trabalho final A Invasão de Junot no Algarve: Subsídios para a História da Guerra Peninsular, 1808 – 1814, trabalho editado pela primeira vez em 1941.

Veio a especializar-se na Universidade de Coimbra em Biblioteconomia e Arquivologia,
sendo nomeado em 1940, terceiro-bibliotecário da Biblioteca da Ajuda.

Em 1941 transita para a Biblioteca e Arquivo da Assembleia Nacional e em 1946 passou a director do Arquivo Histórico Colonial, depois Arquivo Histórico Ultramarino, onde permaneceu 29 anos.

A formação profissional e a presença em arquivos históricos e o seu gosto pela investigação histórica possibilitaram-lhe dar a público obras de grande valor, especialmente sobre a sua região natal – o Algarve.

Substituiu em 1963 na Academia Portuguesa da História o seu comprovinciano, Dr. Júlio Dantas.

Foi aposentado em 1975.

Em 1972 foi escolhido como Vice-Secretário-Gera,l tendo sido reeleito em 1975 e em 1981 eleito Primeiro Vice-Presidente da Academia Portuguesa da História e reeleito de 1984-1986. Em 1987 ascendeu a Presidente de Honra da mesma Academia que manteve até à data do seu falecimento, ocorrido em 1992.

Alberto Iria deixou grande número de artigos publicados em vários jornais, principalmente do Algarve e em revistas científicas.

Correio Olhanense, O Algarve, O Louletano, Jornal de Lagos, Correio do Sul, Voz do Sul, Folha de Domingo, Ecos do Sul, Povo Algarvio e Gazeta de Olhão foram alguns dos jornais do Algarve que se honraram com a sua colaboração.

Da vasta bibliografia, possuímos Cartas dos Governadores do Algarve (1638-1663), Lisboa, 1978, numa edição da Academia Portuguesa da História, que teve a generosidade de nos oferecer com sensibilizante dedicatória, o que aconteceu em 19.03.1985, Ex-Votos Marítimos Inéditos dos séculos XVII ao XIX, Academia Portuguesa da História, Lisboa, 1984, igualmente oferecido pelo autor, Da Importância Geo-Política do Algarve, na Defesa Marítima de Portugal, nos Séculos XV a XVII, Academia Portuguesa de História, 1976 que nos foi oferecido em 1984 pelo Exmo Senhor Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, então presidente daquela Academia, O Algarve nas Cortes Medievais Portuguesas do Século XIV, Academia Portuguesa da História, Lisboa, 1982, O Algarve nas Cortes Medievais Portuguesas do Século XV (1404-1449), Academia Portuguesa da História, Lisboa, 1990 e A Invasão de Junot no Algarve (Subsídios para a História da Guerra Peninsular – (1808 – 1814), Lisboa, 2004 que adquirimos recentemente num alfarrabista.

Tivemos a honra de ser apresentado ao Dr. Alberto Iria pelo Professor Doutor Veríssimo Serrão e trocámos com ele alguma correspondência que, naturalmente, guardamos.

A quando da sua morte publicámos no Jornal do Algarve de 18 de Março de 1992, um pequeno texto em sua memória que teve por título Em memória do Dr. Alberto Iria.

Recordar nos últimos dias de existência deste espaço o maior ou dos maiores historiadores do Algarve, após vinte e um anos da sua morte, constitui para nós uma obrigação.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

5 ANOS DE EXISTÊNCIA, A META ALCANÇADA!


5º ANIVERSÁRIO


Faz hoje 5 ANOS que o ALCOUTIM LIVRE iniciou a sua caminhada em prol de um concelho, dos mais pobres do país em recursos.

A caminhada a que nos propusemos não era fácil de realizar, tendo em conta os obstáculos a vencer.

O precioso auxílio dos colaboradores que a nós se vieram juntar imbuídos pelo mesmo sentimento, constituiu a mais valia que nos possibilitou chegar até hoje.

Publicámos até este dia 1470 textos quase todos sobre ALCOUTIM e o seu concelho, se lhe retirarmos os 30 de “férias” que “gozámos”, obtemos a média diária de 0,8, o que não deixa de ser significativo e isto durante cinco anos.

Tomando em consideração o formato A/5, foram editadas 6586 páginas, o que dá uma média de 3,66/DIA. Significa isto que os interessados tiveram diariamente à sua disposição quase duas folhas A/4 referindo os mais variados assuntos sobre ALCOUTIM.

Alguns dados estatísticos, além de se tornarem curiosos, ajudam-nos a compreender, dentro daquilo que é possível, as preferências dos nossos visitantes / leitores, isto e como sempre temos dito, quando os textos foram especificamente procurados.


POSTAGENS MAIS VISITADAS

Nº ORD.

TÍTULO

DATA
Nº
VISITAS
1
APROFIP – Ass. Prod. Figo-da-Índia ...
2011.10.14
2594
2
Acreditar num futuro melhor
2011.09.30
2232
3
A erva-luísa
2011.06.13
1104
4
Água-pé “Alcoutim Livre”
2010.09.10
994
5
Doçaria de Natal
2010.12.25
813
6
Hortelã da ribeira
2011.10.04
775
7
O candeeiro a petróleo
2010.03.09
659
8
A sociedade dos caixões
2011.09.03
653
9
A Capela de Sta. Justa
2010.06.06
603
10
A Igreja do Espírito Santo, matriz do Pereiro

2010.04.19

588
11
Descrição da Vila de Alcoutim através dos tempos

2009.10.01

582
12
O loendro, arbusto característico do concelho de Alcoutim

2009.01.10

569
13
Alcoutim Livre, imparável
2010.07.10
565
14
O figo da Índia e o seu aproveitamento
2010.09.27
553
15
D. Fernando de Meneses, 1º Conde de Alcoutim

2009.04.03

551

Desta listagem apetece-nos fazer alguns comentários.

Os dois primeiros lugares são ocupados a grande distância dos outros com o tema figo-da-índia. Que a procura é real, é um facto, não sabendo nós se isso corresponde ao número de associados interessados no desenvolvimento de tal assunto. O desemprego e a crise obrigam-nos a procurar coisas que estavam escondidas ou que não queríamos ver!

As postagens que ocupam da 3ª à 6ª posição estão relacionadas com a “alimentação”, se assim se pode dizer, passando pela erva do chá milagroso e por outro lado, pela curiosa erva aromática utilizada na gastronomia.

Dos muitos objectos que apresentámos na nossa rubrica Etnografia, a preferência foi para o candeeiro a petróleo, o que muito nos surpreendeu.

O primeiro texto da responsabilidade dos nossos colaboradores,”A sociedade dos caixões”, é de Gaspar Santos.

A nível de templos, a capela mais procurada foi a de Santa Justa e a Igreja, a Matriz do Pereiro, talvez a mais singela de todo o concelho.

A 11ª posição é ocupada por um texto com algum conteúdo histórico, já que procurámos dar a visão ao longo dos tempos e a 12ª por O loendro, arbusto característico do concelho de Alcoutim.

Fecha o quadro a pequena nota biográfica sobre o 1º Conde de Alcoutim, englobado em tema que tem sido muito procurado e que conta com 38 textos.

A nível de rubricas, na Etnografia, a que teve maior número de postagens, a mais visitada foi A charrua (2011.05.26) enquanto na Câmara Escura a primazia foi para 1º Café de Alcoutim (2009.06.10). No Escaparate o livro mais procurado foi Tesouros do Artesanato Português (2011.11.30). Nos Ecos da Imprensa, rubrica que em boa hora criámos, a preferência foi para O vinho caseiro (2010.02.03) , texto que publicámos no Magazine do Jornal do Algarve de 31 de Março de 1994.

Na Gastronomia / culinária são os doces que ficam à frente com Doçaria de Natal (2010.12.25).

Nas Figuras do Baixo Guadiana é o alcoutenejo Sérgio Pica, (2010.04.28) que demos a conhecer aos seus conterrâneos e não só, pois recebemos vários pedidos de informação através de e-mails, o que tem sido mais procurado.

No tema Arqueologia o primeiro lugar foi obtido por Restos de canhão (2010.06.15).

Para terminar esta pequena análise, informamos que em Porta Aberta a maior procura foi para Novamente Alcoutim no pódio (2011.08.23).

A nível dos nossos brilhantes colaboradores vamos indicar os textos que escreveram e que foram mais procurados, não significando isto que tenham sido os melhores, aliás, análise que se torna muito subjectiva.

Por ordem alfabética:



Amílcar Felício

– Relações de trabalho no Alcoutim de antigamente
 (2011.07.24),





António Afonso

– A minha escolinha – Ensino Primário
 (2013.04.02),





Daniel Teixeira
– A migração no concelho de Alcoutim
 (2010.02.24),




Gaspar Santos
– A sociedade dos caixões
 (2011.09.03), como já se tinha informado,




Gonçalo Roiz Vilão
– A lenda da Herdade de Cachopo e a Herdade da Alcaria Alta da Serra (2011.08.28),





José Miguel Nunes
– Aldeia do Surf
 (2011.07.16),





José Rodrigues
– Recordações das férias grandes de há 40/45 anos [A camioneta das 5] (2013.04.18),



José Temudo
– Inverno vem (poema)
 (2011.01.15),




Luís Cunha [colaboração póstuma]
 – Irá perder-se a vetusta Igreja da Misericórdia de Alcoutim
 (2011.08.02) ,





Maria Dias –
 As vilas da minha infância
 (2012.07.21).




Fernando Lino – Ainda que só tivesse escrito um texto motivado pela inspiração que lhe causou a leitura de jornais e revistas, as imagens e sons televisivos, não podemos deixar de referir o seu Um conto de réis versus cinco euros (2009.01.21) bastante procurado e elogiado segundo e-mails e outros contactos recebidos.


Quando “festejámos” o 4º ANIVERSÁRIO já tínhamos alvitrado o fecho do ALCOUTIM LIVRE, como os leitores mais assíduos se lembrarão.

Nessa altura já estava marcado no nosso subconsciente o terminus de actividade deste espaço. Seria hoje.

Procurando analisar com justeza a situação, fomos moldando a nossa posição para uma solução menos radical. NÃO É DE ÂNIMO LEVE QUE SE MATA ALGO QUE CRIÁMOS!

NÃO VAMOS ACABAR COM O ALCOUTIM LIVRE, MAS SIM SUSPENDÊ-LO POR TEMPO INDETERMINADO, O QUE PODERÁ VIR A SIGNIFICAR O MESMO. FICA CONTUDO, UMA PORTA ABERTA.

Sabemos que o podíamos fazer e em caso de ainda nos sentirmos com força para regressar, fazê-lo dentro de um novo projecto com algumas variantes e com um novo logótipo. Rejeitamos liminarmente essa hipótese. NÃO ACEITAMOS MUDAR DE LOGOTIPO E MUITO MENOS DE ORIENTAÇÃO. Nestes termos somos conservador.

Entre muitas, indicaremos agora algumas das razões que nos levaram a tal decisão:

- Alguma saturação provocada por cinco anos de actividade praticamente diária, com a excepção dos “30 dias de férias que gozámos”;

- O esgotamento natural de algumas rubricas, como se compreende, pois não podemos inventar “guerras”, “templos” ou “montes” (a não ser os que estão a ser ressuscitados). Com isto, não se pense que as temáticas estavam completamente esgotadas. Quem procura sempre alcança, como diz o povo e é verdade. Quem pesquisa encontra sempre algo que lhe permite escrever um texto com algum interesse, mas para isso tem de conhecer a roupagem para o vestir adequadamente, roupas que temos adquirido durante estes últimos 43 anos. Podemos afirmar que temos em carteira praticamente quinze textos em condições de serem publicados, mas que o não vão ser, pelo menos por agora.

- O decréscimo acentuado das visitas ao blogue que se encontram em 82/DIA nos últimos trinta dias quando já foi de 130! Serão vários os factores que terão contribuído para isso, como o menor interesse pelos temas abordados, possivelmente, menos sugestivos, a saturação dos próprios visitantes / leitores, absolutamente admissível, maiores preocupações motivadas pela crise e até o cortar com o acesso à Internet.

A nível pessoal, as nossas capacidades, à medida que o tempo vai passando, naturalmente que vão diminuindo, ainda que o aspecto mental vá dando alguma resposta. Os achaques que vão aparecendo de ordem física, hoje dói uma coisa, amanhã outra e isto nunca mais acaba ou por outra, acaba um dia, vão fazendo a sua mossa,

Temos de aproveitar as forças que nos restam para fazer algumas coisas que ainda gostávamos de fazer e mantendo o ALCOUTIM LIVRE em actividade isso não é possível.

Os nossos livros estão numa balbúrdia, há já exemplares que não conseguimos encontrar! As fichas em número de milhares estão bastante misturadas e fora das temáticas em que as classificámos. Os jornais acumulam-se, pois não temos tempo de os pôr por ordem, recortar e colar os artigos que consideramos de interesse e que nos ajudam na escrita.

Queremos prestar mais atenção à nossa neta, o que a falta de tempo não nos tem permitido. Frequentemente nos diz:- Oh babá estás sempre a trabalhar no computador, estás a escrever artigos sobre Alcoutim para o teu blogue? Ela é de uma geração que domina estes termos e estas coisas!

Naturalmente mais razões se podiam indicar.

Não podemos terminar sem deixar de agradecer a quem teve a amabilidade de nos felicitar pelo trabalho desenvolvido, foram recebidas algumas dezenas de missivas ao longo destes últimos cinco anos e não esquecer que houve contraditório, o que é salutar pois recebemos um único e-mail nesse sentido assinado pela jornalista Ana Lúcia Gonçalves e proveniente do Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Alcoutim, do qual demos conhecimento aos nossos visitantes / leitores e a que demos a devida resposta neste espaço.

Uma palavra de muita amizade e de agradecimento a todos aqueles que se dignaram colaborar neste espaço, uma mais-valia, sem a qual, possivelmente, não teríamos chegado aqui. Para todos vai o nosso abraço de reconhecimento e se um dia regressarmos, contamos novamente convosco. Sem menosprezo para ninguém, como é por demais evidente, um abraço especial para o nosso “velho” amigo Eng. Gaspar Martins dos Santos, que desde a primeira hora esteve ao nosso lado, tendo publicado 73 textos de incalculável valor para o passado alcoutenejo. Este é um verdadeiro amigo da sua terra.

Como é hábito dizer-se, os últimos são os primeiros.

Quem escreve é para ser lido, goste-se ou não. Nenhum blogue sobrevive sem visitas e quantas mais forem, mais forças dão a quem escreve. Se o ALCOUTIM LIVRE durou cinco anos foi devido às mais de 120 MIL VISITAS de que foi alvo, originárias de 114 países. O Brasil, falando a mesma língua proporcionou 14% das visitas, o que foi muito importante.

A TODOS O NOSSO PROFUNDO AGRADECIMENTO E ATÉ UM DIA.

Pequena nota
Atendendo a que os volumes do ALCOUTIM LIVRE foram organizados com base de um por trimestre,  para completar o nº 20 o A.L. irá publicar-se até ao final do mês.
JV


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mais um passo denunciando velhice!


É verdade, ainda que com alguma lentidão, alcançámos ontem as 120 MIL VISITAS, o que não deixa de ser significativo.

O tempo que demorou a alcançar estas últimas 10 MIL visitas aumentou consideravelmente, pois aos 2 meses e 28 dias acrescentámos mais 20 dias.

Verifica-se assim que a média diária de visitas alcançada foi de 90,90, entre as 12 barras a sexta mais elevada.

Em relação às anteriores dez mil, houve uma queda diária de 22,73 o que é bem demonstrativo, apesar de não termos atravessado nenhum período menos propício como seria a época de férias ou de “festas”.

Já na última abordagem da mesma temática alvitrámos algumas razões para que isto aconteça sem, naturalmente, sabermos quantificá-las.

Evidentemente que o ALCOUTIM LIVRE não se podia manter sempre a aumentar o seu número de visitas, mas esperávamos que chegasse a uma estabilização, embora com pequenas oscilações, o que não se notou. A queda, como o gráfico apresenta, está a ser abrupta.

Não se verificou nenhuma mudança na orientação do conteúdo no espaço que se manteve dentro dos parâmetros defendidos na sua criação.

Durante este período o A.L. obteve a colaboração de mais dois alcoutenejos que foram atraídos por este espaço e do qual eram visitantes assíduos. Os textos aqui publicados demonstram bem o sentir pela terra onde nasceram, pela sua história, costumes e tradições que não esqueceram e que sabem traduzir em palavras, isto apesar de viverem distantes fisicamente do concelho de onde são naturais. Têm constituído uma mais valia para o espaço e criado um novo folgo para o mesmo.

É uma falácia dizer ou pensar que só se defende o concelho intramuros. Tanto dentro como fora há quem sirva ALCOUTIM e quem se sirva de ALCOUTIM, como é bem fácil de ver.

Durante este período verificou-se a visita de mais dois novos países, o Togo e Timor Leste, passando assim o seu número para 114.

Dentro em breve alcançaremos 5 ANOS de existência e faremos então uma análise que abrangerá vários parâmetros.


domingo, 5 de maio de 2013

Parabéns para a minha neta


 Hoje os meus visitantes / leitores vão-me perdoar por ocupar este espaço com uma mensagem muito pessoal e destinada à minha neta que hoje festeja o seu 7º aniversário.

Não é a primeira vez que a refiro no A.L. como os leitores assíduos certamente terão uma ideia.

Não é tão descabida como pode parecer, pelo menos para alguns, a inclusão neste espaço já que a MARIA tem raízes alcoutenejos pois a avó paterna é natural da vila de Alcoutim e a grande maioria dos seus ascendentes, por este costado, até à 7ª geração, é oriunda do concelho de Alcoutim, de povoações diferentes como da vila, Marmeleiro, Afonso Vicente, Torneiro, Tacões, Vascão, Palmeira, Velhas, Sta. Marta e São Martinho, entre outras.

Naturalmente que o avô paterno não deixou de lhe oferecer uma lembrança, como anualmente faz.

Entendeu que era a altura de lhe ofertar uma lembrança especial e começou a magicar o que havia de ser, algo de muito pessoal.

Uma mobília de quarto completa para as suas bonecas era capaz de ser algo que ela receberia bem.

O avô nunca teve lições de marcenaria, a não ser o que aprendeu com seu pai que também não era profissional dessa área, mas sim um curioso.

Com todas as imperfeições facilmente calculáveis acabou por sair a mobília que os leitores poderão observar nas imagens que se seguem.

A MARIA, que frequenta o 1º ano de escolaridade e que já vai lendo alguma coisa, procura-me quase diariamente na “Redacção do ALCOUTIM LIVRE” dizendo-me:

- Babá (como resolveu chamar-me), estás a escrever um “artigo”?

- É sobre Alcoutim e para o teu blogue?

- O meu papá também escreve “artigos” e eu quando for crescida também vou escrever.

- Babá, és um grande escritor!

Tudo isto porque a minha neta tem sido criada dentro deste ambiente que para ela acaba por ser normal. Quem sabe se um dia não irá escrever sobre qualquer coisa, como o tem feito o avô e o pai, mas possivelmente não o fará sobre Alcoutim, mas quem sabe?!

A feitura do trabalho teve que ter um pouco de imaginação, muita paciência e principalmente muito amor.

A cama está provida de estrado e colchão. A cómoda de espelho e as gavetas não são fictícias. Os candeeiros de mesa-de-cabeceira foram feitos de rolhas de cortiça, o guarda-fato tem espelho interior na porta e está provido de cabides.

As roupas, não as sabia fazer e tive que recorrer a uma costureira que se esmerou no trabalho. Estão muitíssimo bem feitas. Nunca lhe tinham pedido um trabalho deste tipo.

Devido à minha ida para Alcoutim, vi-me obrigado e entregar a prenda antes do dia do aniversário.

Sabia que o avô tinha uma prenda de anos mas não sabia o que era.

Quando a fui chamar para a ver, ficou muito confusa e disse-me:- Oh babá, és o melhor avô do Mundo! Ficou eufórica e dava pulos de contente. Ao levá-la para casa, solicitava todos os cuidados, - vejam lá, não quero nada partido. Nesse fim de dia, até o” Panda” ficou para trás!

TER UMA NETA, É TER UMA RIQUEZA!

MUITOS PARABÉNS, MICOTINHA, UM BEIJÃO DO AVÔ.











sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cravos Murchos


Des. do alcoutenejo João Pedro Rodrigues.
Tem sido norma deste espaço apresentar meia dúzia de palavras sobre o 25 de ABRIL, neste dia.

Este ano, assim não foi e isso tem uma explicação.

O 25 de ABRIL está de LUTO!

Os cravos vermelhos estão a murchar! A planta que os suporta tem” jardineiros” incompetentes que em vez de adubar o terreno estão a colocar-lhe, “metodicamente”, herbicida cujas doses vão aumentando de dia para dia!

Falta destruir a liberdade de expressão mas por este andar chegaremos lá e quem a isso nos levar continuará a passear-se de cravo vermelho ao peito!

Há gente medíocre que fez da política a sua profissão. Uns nunca tiveram outra e outros deixaram a que tinham por falta de vocação ou procurando regalias que de outro modo nunca obteriam. Todos conhecemos exemplos destes de norte a sul do país.

Quem tem 39 anos nunca viveu em ditadura. Têm mais dificuldade em saborear os valores da DEMOCRACIA. A POLÍTICA não é para ALGUNS mas sim para todos os cidadãos que dela não se devem alhear.

Há muito que não se cantava tanto “Grândola, Vila Morena”. É a demonstração do PERIGO que corremos.

25 DE ABRIL SEMPRE.

domingo, 10 de março de 2013

40 anos a escrever sobre Alcoutim!

JV. Caricatura
Passam hoje 40 ANOS que escrevo sobre Alcoutim.

O primeiro texto foi publicado no nº833 do JORNAL DO ALGARVE de 10 de Março de 1973 e teve por título Lembrando o Dr. João Francisco Dias no 18º Aniversário do seu falecimento.

A partir daí, nunca mais parei, com maior ou menor frequência, tendo em atenção os conhecimentos adquiridos e a disponibilidade para o fazer.

Primeiro em jornais e revistas, depois em livros e opúsculos. Por fim, neste espaço que caminha para o 5º ano de existência que conta com cerca de 1375 “postagens” sendo a grande maioria da minha autoria.

Se nem sempre o fizemos da melhor maneira, algumas teremos alcançado esse objectivo como provam as citações de ordem técnico-científica já encontradas em muitos trabalhos, incluindo teses de doutoramento.

O objectivo é e será sempre divulgar ALCOUTIM E O SEU CONCELHO com VERDADE por esse MUNDO fora, sem basófias e sem qualquer interesse pessoal, de ordem económica ou de qualquer outro tipo.

O lema é servir ALCOUTIM e não SERVIR-ME de ALCOUTIM.

Apresentamos os 24 volumes já escritos sobre Alcoutim e o seu concelho, faltando 2 que se encontram para encadernar. Dezasseis dizem respeito ao ALCOUTIM LIVRE e neles estão incluídos os textos valiosos dos colaboradores.

Quantos mais ainda escreveremos?

quinta-feira, 7 de março de 2013

Réplica de Santa Justa (Alcoutim) no Brasil?


A Internet possibilita coisas impensáveis não há muitos anos. Como tudo na vida tem a vertente boa e a vertente má. Quem a utiliza é que lhe dá o tom.

No A.L. não existe espaço para comentários mas temos o nosso endereço electrónico para quem nos deseje contactar e manifestar-se.

Neste sentido e como já o dissemos, tem aparecido recen-temente correspondência quase sempre oriunda de não al-coutenenses, pois estes, os que tinham de o fazer, já o fizeram.

Fazem-me várias abordagens de tipos completamente diferentes e a todos vou respondendo dentro das minhas possibilidades, umas ajudando, outras sem isso nos ser possível fazer.

Recebi recen-temente um e-mail oriundo do Brasil em que um cidadão daquele país me solicitava a indicação onde poderia adquirir uma imagem de Santa Justa, afirmando que já o tinha procurado em vários lugares do Brasil e mesmo na Internet e sem resultado. Encontrou sim um nosso artigo sobre a Capela de Santa Justa que leu e lhe causou interesse.
Capela de Santa Justa. Desenho de JV, 1990

Resolve por isso vir junto de nós numa tentativa de resolver a situação dizendo que possui uma propriedade rural designada por Fazenda de Santa Justa, no município de Miracema, no Estado do Rio de Janeiro e nela está construindo uma capelinha onde gostaria de ter uma imagem daquela invocação.

Respondi-lhe dizendo que desconhecia onde poderia encontrar tal imagem mas se desejasse podia enviar-lhe uma fotografia com boa resolução da imagem de Santa Justa existente na Capela de sua invocação no concelho de Alcoutim, acompanhada da sua descrição técnica e em face disso encontraria certamente um artista que lhe fizesse uma réplica.

Respondeu-me dizendo que aceitava a oferta e nestes termos cumpri o prometido.

Teve a amabilidade de nos enviar três fotografias que representam edifícios recentemente recuperados da mesma propriedade.



Estas fotografias têm muito de Portugal, segundo a nossa opinião.

O quintalão lajeado como as eiras no norte de Portugal que entre outras utilizações é lugar de secagem, aqui penso que para o café, pelo menos nos primórdios da fundação da Fazenda; a telha de canudo em telhado de quatro águas, o telheiro, o gradeamento de madeira com uma configuração muito vulgar em casas do centro e norte de Portugal, sendo destas regiões que saíram para o Brasil muitos dos emigrantes, ainda que saibamos que houve na zona uma forte corrente originária de Itália.

O beiral que é suportado através de tábuas, ainda se pode ver na região norte de Portugal.

Até o amarelo-torrado e o verde-escuro lá estão como por cá ainda acontece, nomeadamente no sul do país.

Fomos procurar saber alguma coisa sobre Miracema.

A colonização do território é atribuída a D. Ermelinda Rodrigues Pereira, um nome que nos parece bem português, e que parece ter acontecido por volta de 1846.

Muitas famílias de mineiros acorreram a esta zona de solos muito produtivos, principalmente de café, transformando-se em pequenos fazendeiros cujas famílias se foram fixando e proliferando.

A par do café cultivavam arroz, milho e feijão. Após a quebra do café é introduzida e desenvolvida a cultura do algodão e da cana do açúcar. A criação de gado leiteiro e o cultivo do café, milho e feijão são consideradas actividades complementares e de subsistência.

A Fazenda de Santa Justa foi das primeira a ser fundada na região e pertenceu, além de outras, a Bernardo Homem da Costa que foi Juiz de Paz em Paraíso do Tobias.

O edifício sede da Fazenda deve ter sido construído por volta de 1870 e passou ao filho do Juiz de Paz, Bernardo Alves da Costa.

Arroz, milho e algodão eram então as culturas principais.

Na década de 60 a Fazenda de Santa Justa foi vendida a Paulo Lima Barros que a transferiu a Décio Pereira Lima e com o seu falecimento é seu filho o actual proprietário. (1)

Aqui fica este breve apontamento para que os alcoutenejos saibam para onde foi a fotografia da imagem de Santa Justa existente na povoação a que deu o nome, freguesia de Martim Longo, concelho de Alcoutim e que poderá ter uma réplica na Fazenda de Santa Justa, município de Miracema, Brasil.

O ALCOUTIM LIVRE cumpriu assim mais uma das suas missões.

(1) www.institutocidadeviva.org.br