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sábado, 1 de junho de 2013

O Património Edificado


A destruição do património alcoutenejo não é de hoje, vem de longe.

O pelourinho, símbolo do poder local, foi escondido no cais velho onde uma das peças serve de base de chuveiro.

Talvez o primitivo edifício do poder municipal, conhecido por cadeia velha, foi cilindrado ficando como relíquia a placa indicativa a que chegou a Cheia de 1876 / 77.

A Igreja da Misericórdia foi espoliada do seu altar de pintura marmórea e transformada em simples “Casa Mortuária”, ainda que não possua instalações sanitárias anexas.

Salvaram-se os restauros da chamada “Casa dos Condes” e da simples mas significativa Capela de Sto. António, na “Ribeira”. Depois de ter estado condenada ao derrube, quase por milagre consegue salvar-se.

Preservou-se, igualmente, a “Capela Real de Nª Sª da Conceição”, património municipal.

As últimas ruínas à mostra da muralha que cercava a vila desapareceram recentemente.

Houve alguém que lhe tirou fotografias, pelo menos para  ficarmos com essa imagem.

Destruíram-se a Casa do Capitão-Mor e os Paços do Concelho para darem lugar a réplicas mais ou menos bem concebidas. Uma réplica, como todos sabem, nunca constituiu um restauro, como algunspretendem fazer crer! Uma réplica é uma cópia.

No património particular, na Rua Dr. João Dias, a família Soeiro recuperou bem pelo menos um dos seus imóveis do século XIX, o mesmo acontecendo com a fachada da casa onde residiu durante muitos anos a família Cunha, na Rua da Misericórdia. Na mesma, mantém-se com dignidade a residência que foi de Luís Lopes Corvo.

Na Rua da Parada e mesmo em frente do local onde se encontravam as assassinadas escadinhas da Rua de Nª Sª da Conceição, conserva-se uma das mais atraentes casas de habitação da vila, recentemente vendida e que pertenceu à família Rosário. Teve a sorte de ser comprada por estrangeiros.

Uma das habitações mais interessantes da Rua Portas de Mértola, e mesmo da vila de Alcoutim, conserva desde a data em que foi construída, nos anos 30 do século passado, uma fachada muito característica da época onde avultavam as decorações em argamassa, conforme a habilidade dos mestres. Choca-nos, contudo, o actual alumínio de porta e janelas.

Desconhecemos o destino de uma interessante grade de ferro forjado existente num desaparecido prédio na Praça da República e que continha as iniciais de J J M (José Joaquim Madeira) que foi presidente da Câmara Municipal de Alcoutim e desempenhou outras funções políticas. Penso que era obra de ferreiros locais.

E o" trabalho" irá continuar!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Lembrado em terra alheia (...)



RUA DR. JOÃO DIAS – Médico (1932-2007) é uma placa toponímica que podemos encontrar num arruamento da Vila de São Brás de Alportel que assim prestou homenagem ao médico, natural da vila de Alcoutim, que ali desempenhou com extrema dedicação a sua actividade de clínico e que os são-brasenses souberam reconhecer e homenagear após o seu falecimento.

Tivemos oportunidade de escrever sobre ele, após um ano do seu falecimento, num mensário regional, algumas palavras, o que fizemos não por uma questão de amizade que existia mas sim de justiça.

Se o Dr. João Lopes Dias fez “coisas” para merecer a homenagem que lhe prestaram os filhos daquele jovem concelho do Algarve, não fez menos, pelo contrário, em relação ao concelho onde nasceu e onde exerceu durante vários anos a sua actividade clínica.

Bastará dizer que era o único profissional de saúde existente no concelho onde não havia qualquer diplomado em enfermagem e aqueles que o auxiliavam nessa tarefa tinham de ser por si preparados!

E as chamadas nocturnas aos mais distantes montes do concelho, a que nunca se negava, parte do trajecto feito no seu veículo automóvel e outra a pé ou de macho pois não existiam estradas!

O Dr. João Dias foi médico por vocação e não por tradição familiar ou qualquer outro motivo, por isso mesmo dedicou toda a sua vida à profissão que escolheu e dignificou.

Como então dissemos no escrito que lhe dedicámos, aqui repetimos: O DR. JOÃO LOPES DIAS FOI O ÚLTIMO JOÃO SEMANA DE ALCOUTIM, na esteira de seu pai, Dr. João Francisco Dias e do Dr. José Pedro Cunha.

[Aspecto da Rua Dr. João Dias na vila de S. Brás de Alportel. Foto LG]

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Novamente Alcoutim no pódio

Nota breve
Do Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Alcoutim, recebemos o seguinte e-mail, assinado por Ana Lúcia Gonçalves, e que vamos transcrever na íntegra, como faz parte da nossa maneira de estar.


Caro José Varzeano , “Alcoutim Livre”

Na sequência do vosso artigo intitulado “Alcoutim no pódio”, publicado no dia 19 de agosto de 2011, cumpre a este gabinete esclarecer: A criação de empresas municipais em Vila Real em St. António, Castro Marim e Mértola, levou a que uma grande parte dos trabalhadores municipais fosse para lá transferida. Efetivamente, de momento, não pertencem aos quadros camarários. No mesmo sentido, e na sequência da descentralização de competências do Ministério da Educação, esta já aconteceu em Alcoutim. Nos outros municípios, a que se refere no artigo, ainda não. A contratualização em causa acarretou um acréscimo substancial do número de funcionários oriundos das escolas de Martim Longo e Alcoutim. Esperamos ter complementado a compreensão das contas realizadas por V. Ex.ª. Como deverá compreender, há variadíssimos estudos que poderiam ser realizados no mesmo campo, por exemplo: nº de funcionários por área do município; número de funcionários por número de povoações do município; nº de funcionários por habitação do município (nos Censos de2011, o município de Alcoutim cresceu 18,8% em habitações, enquanto que, por exemplo, o concelho de Mértola reduziu 9,1%); número de funcionários deficientes e doentes crónicos (que o município de Alcoutim faz questão de acolher nos seus quadros) por número de funcionários; dívidas das empresas municipais por habitante; dívidas dos municípios à banca por habitante; gastos dos conselhos de administração das empresas municipais por habitante; dívidas aos fornecedores das autarquias por habitante; dívidas às empresas intermunicipais por habitante; investimento de capital por habitante; receitas do IMI e do IMT por habitante, etc. Realizando um estudo aprofundado de todos estes os parâmetros – lançamos o desafio ao Alcoutim Livre – seria interessante constatar a quem caberia o lugar no pódio. Acreditamos que um estudo destes nos traria resultados melhor fundamentados e mais fidedignos. De qualquer maneira, reconhecemos o esforço do exercício que, certamente, não teve uma orientação tendenciosa.
Atentamente, Ana Lúcia Gonçalves(Gabinete de Comunicação)



Pequena nota



Tiveram que passar mais de três anos sobre a existência deste ALCOUTIM LIVRE para aparecer o 1º e-mail não positivo sobre aquilo que aqui temos escrito, eu e os nossos colaboradores que ao longo deste tempo já colocámos cerca de 900 textos, formando mais de 3500 páginas A/5 divididas em 13 volumes.

Como já dissemos recebemos três chamadas de atenção para fotografias mal rotuladas o que muito agradecemos e corrigimos logo que nos foi possível.

No “Alcoutim no pódio” não temos absolutamente nada a corrigir até porque o estudo apresentado não é nosso como é afirmado e não é referido qualquer erro para os números constantes do respectivo texto.

Estou certo de que a pretensa chamada de atenção foi ou vai ser encaminhada para o identificado jornalista que teve o cuidado de fazer o trabalho.

A única responsabilidade que me cabe no texto é a escolha da comparação que penso ninguém ter dúvidas ser a mais consentânea, visto tratar-se de uma zona geográfica frequentemente referida, o BAIXO GUADIANA. Ou teria sido mais adequado comparar os números que o município apresenta com concelhos do Minho ou Trás-os-Montes? Talvez tivesse sido preferível compará-los com os do concelho do CORVO.

Eu procuro estar sempre a aprender e segundo informação fornecida no texto (nos Censos de2011, o município de Alcoutim cresceu 18,8% em habitações, enquanto que, por exemplo, o concelho de Mértola reduziu 9,1%) significando isto e atendendo ao que aconteceu com o número de habitantes no mesmo período as habitações estarão às moscas. É interessante verificar que a comparação, e bem, é feita com um concelho do Baixo Guadiana, tal como nós fizemos. O que teria acontecido nos outros da mesma região não é referido.

Possivelmente por qualquer lapso passou despercebido o último parágrafo do meu texto que chama a atenção para o facto de terem sido tomados em consideração determinados parâmetros. Como é óbvio, outros se podem considerar e haja quem faça esse trabalho e o dê a público.

O Alcoutim Livre não aceita naturalmente o desafio proposto até porque não possui elementos fidedignos para tal, também não “trabalha” nem nunca trabalhou por encomenda e não precisa mais do que tem para viver com decência.

É fácil orientar a estatística como nos convém e a Câmara Municipal parece interessada no assunto. Certamente que nos 178 funcionário que tem ao seu dispor encontrará quem o faça nesses termos

Quem não conhece a história das eleições onde depois de realizadas, todos os Partidos ganharam e ninguém perdeu? Os parâmentos abordados são os que interessam!

Se o trabalho que referi é de um jornalista, segundo penso a Câmara tem duas ao seu serviço e consta não sabendo se é verdade que uma está a receber o ordenado e não faz nada. Era um trabalho que certamente saberia realizar. E porque não a autora do mail. Desculpem lá, eu não sou a pessoa indicada para a escolha e não tenho nada com isso. A mim compete-me pagar os meus impostos, o que sempre tenho feito.

Os jornais regionais estarão disponíveis para publicar esse estudo: Jornal do Algarve, Jornal do Baixo Guadiana, etc., além da luxuosa e bonita revista municipal ALCOUTIM onde raramente aparece um artigo de interesse. Além disso existe a página da Câmara na net que chega a todo o Mundo e que raramente visito.

Nunca pensei que o ALCOUTIM LIVRE fosse tão procurado pelo poder político concelhio pois é o que sugere o comentário em cima do acontecimento. Ou realizam-se visitas diárias ou foi uma visita ocasional, possivelmente tratou-se desta última hipótese.

Pensei que a atenção estivesse virada para os outros blogues existentes no concelho e não são tão poucos como tudo isso e alguns, segundo dizem, com vastíssima procura.

O ALCOUTIM LIVRE não quer polémicas com ninguém e irá continuar o rumo que traçou e tem seguido, projecto a que aderiram vários colaboradores, alguns nascidos em Alcoutim e que nele se revêem.

CAROS VISITANTES / LEITORES, AGORA AS CONCLUSÕES SÃO VOSSAS.

JV

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Alcoutim no pódio!

É verdade caro visitante leitor, pelo menos é o que informa o estudo publicado no Jornal de Negócios e que nos fizeram chegar à mão.

Tomando em consideração o número de funcionários da Câmara e o de habitantes no respectivo concelho (dados provisórios do Censo de 2011), o concelho de Alcoutim ocupa o 3º lugar a nível nacional!

Atendendo a que o número de funcionários é de 178 e o número de habitantes 2895 (2011) a média por 1000 habitantes é de 61,5.

Tivemos curiosidade em conhecer os números das zonas adjacentes, mais propriamente do Baixo-Guadiana onde o concelho está inserido.

Obtivemos os seguintes números:

MÉRTOLA – 287, – 7289 = 39,4

ALCOUTIM – 178, – 2895 = 61,5

CASTRO MARIM – 153, - 6719 = 22,8

V.R.STO ANTÓNIO – 495, - 19 473 = 25,4


Como se verifica, a Câmara Municipal de Alcoutim ocupa o 1º lugar bem destacado.

Foram estes os resultados a que o estudo chegou tendo para o efeito tomado em consideração determinados parâmetros.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Residência do Capitão-mor



Quem alguma vez foi à Vila de Alcoutim não lhe passava despercebido tal edifício, tanto pela localização como pela imponência ou ainda pela utilização que teve durante cerca de um século, pois nele funcionaram a Repartição de Finanças e a Tesouraria da Fazenda Pública do concelho e mais tarde o posto da GNR.

Presumo que tivesse sido construído no século XVIII / XIX. Foi a Sra. D. Belmira Lopes Teixeira que vivia no prédio contíguo e não sei se lá não teria nascido que me contou, vai para quarenta e cinco anos, a estória do prédio que metia um capitão-mor de ordenanças que viria a ser assassinado pelos guerrilhas junto ao Monte de Afonso Vicente, onde foi levantado um calvário, local ainda hoje conhecido pela Portela da Cruz.

O pai ou o avô desta Senhora acabou por comprar parte dos bens deixados pelo assassinado que era originário da cidade de Tavira, de nome Aragão.

Edifício de dois pisos, impunha-se pela volumetria, telhado de quatro águas de telha de canudo, largas paredes, bem delineadas e equilibradas aberturas, trabalhos de argamassa, ainda que já adulterados e vistosas sacadas de ferro forjado, certamente obra de artesãos locais, encimadas nos vértices por pináculos de madeira.

Não havia outra na vila que se lhe comparasse, nem mesmo a chamada “Casa dos Condes” com um estilo diferente.

Ainda o conheci como propriedade particular, arrendado ao município mas nunca vi o proprietário que vivia numa cidade do litoral algarvio.

Recebia na altura uma ninharia de renda e acabou por vendê-lo por meio dúzia de tostões à Câmara Municipal, penso que isso aconteceu na presidência de Luís Cunha.

UMA RÉPLICA NUNCA FOI OU SERÁ UM RESTAURO, UMA RÉPLICA É UMA MENTIRA ESCONDIDA.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Em lugar de destaque

[Irá ficar assim?]

Os órgãos de comunicação social badalaram há dias os resultados provisórios do Censo Populacional de 2011 e foi a vez, como é habitual de Alcoutim ocupar um lugar de destaque (pela negativa) sendo o concelho que em todo o País teve a maior percentagem, de diminuição de população residente, isto em contrapartida com o que se passou genericamente no Algarve.

A percentagem obtida é de 23, 21 % , o que é bastante significativa, verificando-se um aumento considerável em relação ao censo anterior, calculada em 17,53 %.

Desde 1960 que é notória a diminuição da população com o abandono para outras regiões em procura de melhores condições de vida, o que é legítimo e se aplaude. Cintura industrial de Lisboa e de Setúbal e depois o litoral algarvio quando o turismo se começou a desenvolver, primeiro no fornecimento de mão-de-obra para construção, depois no comércio, nomeadamente na restauração.

Por outro lado a França, Alemanha, Suíça e Luxemburgo principalmente foram destino de muitos alcoutenenses.

Se é verdade que o decréscimo populacional se inicia na década de 60 atingindo 28,08%, inicia-se um travão em 1981, pois a percentagem passou para 21,23, continuando a descer na seguinte (1991) para 13,14.

A partir daí tem sido sempre a subir, pois passou para 17,53 em 2001, encontrando-se agora em 23,21%.

É evidente que não existe uma varinha mágica para modificar esta situação e seria quase impossível invertê-la, contudo, acreditamos que seria viável uma estabilização ou pelo menos colocar o travão, que não se verifica.

Não somos ingénuos para acreditar que o mal vem das regras do Ordenamento do Território, significando isto tentar tapar o sol com uma peneira. Não contestamos que poderá ter alguma importância mas distante de ser a única.

O fenómeno não é exclusivo do concelho de Alcoutim, alberga todo o interior do país e onde muitos políticos procuram inverter a situação, quase sempre sem o conseguirem.

Tudo isto tem a ver com variadíssimas situações nas quais não podemos escamotear os erros de políticas inadequadas e praticadas a nível nacional e local. Isto é o que nos parece ser a verdade.

Alcoutim praticamente não produz nada a não ser como couto cinegético em que se transformou, mas isso é uma gota de água para as suas necessidades. A florestação vai produzindo os subsídios, mas já se vêem muitas zonas abafadas pelos matos. O desenvolvimento verificado é muito lento e veremos quando atingem a maturidade. E os incêndios?

[O futuro previsto será este?. Foto JV, 2010]

Os campos deixaram de produzir cereais como tinha que acontecer e a “riqueza” que constituía a amêndoa desmoronou-se como um baralho de cartas devido a muitos factores principalmente ao desconhecimento técnico. Os alcoutenejos semearam as suas amendoeiras como os árabes o fizeram e não conheciam as castas adequadas ao terreno e clima!

Quem os auxiliou nessa tarefa? Ninguém. Hoje, não se apanha uma amêndoa e servem de alimento aos javalis.

Não são os vizinhos espanhóis que estão a plantar olivais no Alentejo como os portugueses nunca fizeram? Ainda há dias ouvimos na rádio dizer que os espanhóis estavam a arrendar terrenos em Elvas para semear alhos!

São estas pequenas coisas que originam grandes diferenças.

Não é possuir umas dezenas de postos de trabalho nas autarquias que resolve problemas deste tipo, como é por demais evidente e até acontece que há quem viva noutros concelhos.

O assunto merece uma abordagem séria com troca de opiniões emanadas de sectores diferentes e de pessoas conceituadas e habilitadas nessas áreas de intervenção.

Se assim não for, a derrapagem continuará a acelerar e dentro de vinte anos a grande maioria dos “montes” estará completamente despovoada.

Esta é a minha opinião que aqui expresso como cidadão contribuinte do concelho.

Para terminar e nem tudo ser negro diremos que as Câmara de Alcoutim e de Terras do Bouro, das mais pobres do país, são os municípios que pagam mais rapidamente aos seus fornecedores ou seja, num prazo de 3 dias! Valha-nos isso.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Presente envenenado



O monte de Afonso Vicente tem recebido vários “presentes”, desde o asfaltamento do troço de 550 metros que liga à povoação, passando pelo fornecimento da puríssima água da barragem de Odeleite até ao “magníssimo” edifício de 1º andar do Centro Cultural, Social e Recreativo, que se a memória não me falha, teria custado em dinheiro antigo, para uma melhor noção, 30 mil contos!

No último Natal, a carente população do monte foi, segundo me foi informado, presenteada com singelas ofertas, pelo que ficou muito reconhecida.

A melhor oferta está para chegar, a LINHA DE ALTA TENSÃO 400 KV, já delineada conforme o traçado a vermelho representa na foto e que irá passar bem junto da povoação.

Eu não percebo nada do assunto, só sei o que os jornais têm dito em situações semelhantes e o que é verdade é que ninguém quer isto a passar junto das suas habitações pelos malefícios que pode causar à saúde. Não sou engenheiro nem médico.

Para mim já pouco irá significar pois estou no ocaso da vida. Para os vindouros é que será pior, mas a verdade é que já não haverá jovens que queiram, não digo lá viver, mas passar férias. Depois disto, ninguém lá porá os pés.

Sabe-se que estas coisas têm de passar por algum lado, mas consta-me que se fosse por baixo da terra os hipotéticos malefícios seriam muito mais reduzidos.

É claro que os técnicos vão dizer que não há qualquer problema para a saúde mas em contrapartida aparecerão outros a dizer precisamente o contrário. Quem diz a verdade?

E depois disto apetece-me fazer duas perguntas:- Que contrapartidas a população vai receber por estar sujeita a tais riscos?

- Quem já levantou a voz contra esta situação? Nunca a ouvi (televisões e rádio) nem a li (Jornal do Algarve ou Jornal do Baixo Guadiana).

Continuará Alcoutim a ser o Algarve Natural ?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A residência do Capitão-Mor


Os visitantes/leitores deste blogue, muitos deles assíduos e de que naturalmente desconheço o número, (só sei que as visitas já ultrapassaram as 11 mil) já terão lido algumas referências que aqui tenho feito e de diversos tipos, à chamada “Casa do Capitão-Mor”.

Também alguns dos colaboradores, nomeadamente Gaspar Santos e José Temudo o têm feito.

Encontro-me hoje (2010.02.07) num período de visita ao concelho. Nos pequenos espaços que tenho livres, ou por outra que procuro que sejam livres, desloquei-me à Vila para efectuar uma sessão de fotografias, sem qualquer intuito técnico e mesmo algumas com nível muito baixo, como naturalmente reconhecemos.

As fotos destinam-se além de uma satisfação pessoal, a ter hipóteses de documentar os “escritos” que eu e os colaboradores vamos publicando no ALCOUTIM LIVRE.

Neste dia que dedicámos à vila e sem o procurar, acabámos por “disparar” a máquina para aquilo que além de não nos admirar, poderá ser admiração para muita gente mal informada.

A fotografia que apresentamos do telhado da “Casa do Capitão-Mor” é por demais elucidativa e que nos leva a prever que dentro em breve abaterá!

Este edifício e para quem conhece, tem grande significado para a história local, ainda que tenha sofrido pelo menos nos último 50 anos reparações não ajustadas às suas raízes.

A primeira que lhe conhecemos, já propriedade municipal, foi quando devido a incúria ruiu a cimalha, o que levou à transferência provisória das instalações da Repartição de Finanças e tesouraria de Fazenda Pública, para o edifício dos Paços do Concelho. Tanto a cimalha do beiral do telhado como a da moldura das janelas de sacada foram no restauro, obliteradas.

A quando da restauração das instalações das mesmas repartições, depois do 25 de Abril, houve novamente desajustamentos e creio que por inteiro desconhecimento pois pensava-se que se estava a realizar o melhor possível!

Com a extinção da Guarda Fiscal as instalações ocupadas por esta força militarizada e pertencentes ao Ministério das Finanças foram adaptadas para a instalação da Repartição de Finanças e Tesouraria da Fazenda Pública.

O prédio conhecido por Casa do Capitão-Mor ficou só ocupado pelo Posto da GNR., ficando o restante devoluto.


Depois de alguns anos perguntei politicamente a quem de direito qual o destino daquele espaço histórico de Alcoutim, tendo-me sido afirmado que iria ser adaptado aos serviços técnicos camarários.

Não tenho aqui elementos concretos mas isto tenho a certeza que se passou há mais de 10 anos! O que vi foi no rés-do-chão meterem-se embarcações desportivas conhecidas por canoas! A degradação é notória.

Existe efectivamente o abandono do edifício com a agravante do telhado estar a cair. Até as pináculas de madeira que embelezavam os vértices superiores das grades de ferro forjado, há muito desapareceram.

Eu sei que naturalmente o dinheiro não é elástico e não chega para tudo e existem outras prioridades, mas para nós deixar desaparecer este edifício emblemático da Vila, ou desvirtuá-lo, é um “crime” de lesa-património.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Algarve, a Região das Maravilhas



Na 5ª feira passada, ao receber um semanário do Algarve fui alertado com o título de caixa alta “MAIS DE QUARENTA LOCAIS DO ALGARVE VALIDADOS COMO PARAÍSOS” NATURAIS – A REGIÃO DAS MARAVILHAS”

Achei interessante e procurei a página onde o assunto era desenvolvido.
Aparecem então fotografias a cores de algumas dessas maravilhas (5) mas nada de Alcoutim, no Algarve Natural.

Começo então a ler o rol apresentado das 44 candidaturas validadas: Aljezur (10), Vila do Bispo (6), Lagoa (5), Portimão (4), Albufeira (3), Tavira (3), Loulé (3), Olhão (2), Lagoa (2), Monchique (1), Silves (1), Faro (1), Castro Marim (1), Vila Real de Santo António (1) e Multi-concelho (1).

Voltei a fazer a leitura, devia de estar confuso, não devia ter reparado!

Não, sem dúvida, faltava ALCOUTIM, (O ALGARVE VIRGEM e NATURAL) e mais qual, São Brás de Alportel, o novo concelho do Algarve que tinha constituído a grosso modo uma freguesia do de Faro.

É claro que não conheço as regras do concurso “7 MARAVILHAS NATURAIS DE PORTUGAL” que se está desenrolando, mas a exclusão do lote do concelho de Alcoutim, um dos de maior superfície do distrito, faz-me confusão.

O ALGARVE NATURAL ficou de fora! Porquê? Ou não se apresentaram candidaturas ou foram apresentadas e rejeitadas.

Onde está a verdade? Não sei.

Então nem a única praia fluvial do Algarve, a Praia do Pego Fundo, tão badalada, frequentada e elogiada obteve essa distinção! Há aqui qualquer coisa que não bate certo, não dá a bota com a perdigota.

Eu, pela minha parte e sem saber as regras do concurso, propunha o empreendimento turístico/habitacional da medieval Rua Portas de Mértola!

Dá para pensar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

(Senhor) BENVINDO, (venha) A ALCOUTIM


Há largos anos que o “Senhor Benvindo é convidado para ir a Alcoutim”, mas a verdade é que nunca respondeu à solicitação!

Será que nunca ninguém reparou nisto? Não é preciso ser doutor, mas mesmo que o fosse existem felizmente por lá muitos.

Não há ninguém que não dê erros. Todos sabemos isso. São os mestres que o dizem.

Temos contudo a obrigação de cometer o menor número possível.

Pela parte que me toca, agradeço sempre que me corrijam e faço-o logo que posso, após a confirmação.

Desejemos finalmente a quem visitar Alcoutim:

BEM-VINDO A ALCOUTIM

domingo, 9 de agosto de 2009

Alcoutim em 277º lugar entre os 278 concelhos do continente!


Quando hoje (dia 6) de manhã abri o meu e-mail tinha várias entradas com valores diferenciados.

Alguém, conhecendo bem as minhas motivações, teve a amabilidade de me enviar um trabalho científico elaborado na Universidade da Beira Interior pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social.

O estudo permite aferir o nível de desenvolvimento económico e social ou de bem-estar de cada um dos 278 concelho do continente.

Um estudo é sempre um estudo e sabe-se que as metodologias podem ser diferentes e apresentar outros resultados, mas é este o conhecido.

Qualquer outro que apareça e se dele tiver conhecimento não o deixarei de referir aqui.

Como não podia deixar de ser são abrangidas diferentes áreas tais como equipamentos de comunicação, culturais, de saúde, educativos (...) eu sei lá, um sem número de parâmetros por onde já dei uma vista de olhos e que qualquer interessado no assunto pode fazer.

Não sou ninguém para me pronunciar sobre o trabalho que naturalmente me chamou a atenção quanto aos resultados obtidos.

Vamos ver o que se passou nos quatro concelhos que constituem o Baixo Guadiana, esperando que no próximo número do Jornal do Baixo Guadiana eles venham a ser convenientemente tratados por quem estiver habilitado a fazê-lo.


23 – VILA REAL DE STO. ANTÓNIO

61 – CASTRO MARIM

262 – MÉRTOLA

277 – ALCOUTIM

Estes resultados foram obtidos em 2009 com dados de 2006.

Postos em confronto com os de 2007, com dados de 2004, verificaram-se as seguintes alterações:

VILA REAL DE STO. ANTÓNIO desceu 6 lugares

CASTRO MARIM subiu 32,

MÉRTOLA desceu 7 e

ALCOUTIM desceu 8. Só podia ter descido mais um.

Chama naturalmente a atenção a subida espectacular de Castro Marim onde possivelmente se estará a sentir a orientação política tomada. Aqui deixo as minhas felicitações ao executivo municipal.

Isto são dados reais tratados tecnicamente.

Não se trata de dizer que as coisas estão a mudar para melhor, já lá vão uns anos, quando os estudos científicos dizem precisamente o contrário, estão a piorar.

Pior do que isto só em 1965 quando a Vila de Alcoutim foi a última sede de concelho a receber o saneamento básico!

Isto não tira valor às VIRTUDES que Alcoutim tem, mas para mim, a VERDADE ACIMA DE TUDO.

Estejam atentos porque os jornais regionais e as televisões vão fazer, como é hábito, eco destas situações, para chamar a atenção de leitores e ouvintes.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Alcoutim faltou!

Pequena nota

Este artigo foi escrito há 14 anos, não foi hoje!
Na procura de determinada documentação, fui encontrar este original que acaba por ter uma “estória”.

Tal como o enviei para publicação num jornal semanário do Algarve, aqui o publico tantos anos depois, mas que consideramos de interesse fazê-lo.

Para minha admiração, o artigo não foi publicado no número seguinte do jornal, o que, pelo menos quanto à minha colaboração não era habitual, mas pior, não o foi no número seguinte!

Pedindo, obviamente, uma explicação foi-me dito que não tinha chegado!

Hoje as coisas já não são bem assim, visto os mesmos serem enviados por “e-mail” e se não forem devolvidos é que chegaram ao seu destino. Com as cartas, as coisas podiam passar-se de uma maneira diferente.

Poderei acrescentar que nunca mais enviei nenhum escrito para esse jornal que nada perdeu comigo e eu muito menos com o jornal, pois deixei de fazer despesa com o envio dos mesmos. Se alguém perdeu, foi Alcoutim e alguns dos meus assíduos leitores que sei que os tinha.


JV


[Alcoutim de hoje. Foto JV]

Quando fui alertado pelo “anúncio” de que o próximo SERÕES NA PROVÍNCIA iria ser dedicado a Castro Marim, tomei nota para o seguir na íntegra, já que é zona que conheço relativamente bem.

Pensei para comigo: – Era um programa destes que Alcoutim devia procurar que se realizasse.

É importante uma “terra” dispor de alargado tempo de antena para dar a conhecer à plateia que é PORTUGAL, de Norte a Sul, as suas potencialidades, os seus problemas, as dificuldades e anseios.

Desconheço totalmente como os programas são agendados, mas certamente que não andarei distante da verdade ao dizer que tem de haver um interesse mútuo entre as partes.

Os intervenientes eram para os algarvios pessoas conhecidas e provenientes de vários quadrantes políticos e profissionais.

Como não podia deixar de ser, lá estava o dinâmico presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, defendendo a sua dama como pôde, dependendo Vila Real da sua vila pela água que lhe fornece e pela autorização da passagem de “fronteira”, ao que risonhamente respondeu o seu congénere dizendo que em Vila Real se considerava Castro Marim como a sua quarta freguesia.

As referências visuais e auditivas sobre Alcoutim e o seu concelho apareceram em quantidade apreciável.

Estavam presentes, além do presidente anfitrião, os de Vila Real de Santo António e de Tavira. O de Alcoutim (a cadeira como as câmaras mostraram, encontrava-se vaga), segundo o moderador, não estava presente por motivo de doença.

Daqui auguro ao Senhor Presidente rápidas melhoras, mas com os dados que disponho não compreendo porque não se fez representar pelo vereador a tempo inteiro, que o substitui, por sinal um alcoutenejo conhecedor da sua terra e interessado pelos seus problemas. E se este também não fosse possível comparecer, a Câmara ainda dispunha de mais três vereadores eleitos democraticamente e que podiam dar voz ao concelho, isto apesar de todo o interesse manifestado pelos presentes que se referiram a Alcoutim.

Todos nós sabemos que os meios de comunicação social, principalmente os audiovisuais, têm grande impacto e perder uma oportunidade destas, traduz-se em prejuízo para o concelho.

Eu, que muito modestamente procuro divulgar o nome de Alcoutim e do seu concelho há mais de um quarto de século, através da escrita e nomeadamente nas páginas deste semanário, que tem estado sempre ao nosso dispor, confesso que me senti frustrado ao assistir ao último SERÕES NA PROVÍNCIA.

E tinha de escrever isto.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Número de polícia

Se não é assim que se chama, pelo menos já teve essa designação, é o número que cabe a cada porta nos arruamentos para poder haver uma identificação correcta do edifício e de quem lá reside.

Em 1877, num ofício dirigido ao Governador Civil, (*) informa-se que a “numeração de todas as casas de habitação e das susceptíveis de serem habitadas foi concluída (...) no prazo designado (...) e procedeu-se à cobrança dos números mas a maior parte só se prontificou a pagar o número correspondente à casa que habitam, recusando-se a pagar os mais porque dizem que foi assim feito no concelho de Castro Marim.”

Isto aconteceu há muito mais de um século!

É natural que depois disso tenha havido algum ajustamento mas de que não tenho conhecimento.

É hábito e possivelmente obrigação legal as ruas terem duas placas, uma no início e outra no fim.

Passando por “Vila Nova de Alcoutim”(Rossio) onde presumo viva grande percentagem da população, verifiquei que a identificação dos prédios apresenta deficiências.

Não era propriamente da vila que eu queria falar, mas sim das pequenas povoações a que aqui chamam “montes”.

Há meses foi-me dado ler num jornal diário a resolução deste problema por uma Câmara Municipal e que, se a memória não me atraiçoa, foi o Município de Abrantes.

O tempo em que os montes estavam “cheios” de gente, já lá vai.
O tempo em que os montes tinham difícil acesso, já lá vai.
O tempo em que se ia ao poço buscar água, já lá vai.
As candeias há muito desapareceram e os candeeiros a petróleo ou a gás se existem, são para se usar em situações excepcionais.

Estas infra-estruturas mudaram completamente, temos hoje outra realidade que está a ser esquecida.


[Casa apetrechada de receptáculo de correspondência. Foto JV, 2009]
O que tem valido aos carteiros é serem da região e conhecerem bem as pessoas, mas quando aparece um de fora, o assunto complica-se logo, tanto para os funcionários dos CTT como para os utentes.

Dir-me-ão, os painéis de caixas do correio colocados em muitos montes resolveram a situação.

Responderei, “entregámos o oiro ao bandido”. O carteiro, assim, gasta praticamente o mesmo tempo a distribuir uma carta como cinco ou dez. Consequentemente são precisos menos profissionais deste ramo e o desemprego sobe. Alguém terá que ficar prejudicado. É o utente que tem de se deslocar diariamente ao local, por vezes distante e muitas vezes a sua idade e saúde não permitem.

Poder-se-á dizer:- mas os preços desceram ajustando-se à nova situação de gestão. Pelo contrário, todos sabemos que por ano os preços sobem invariavelmente!

É claro que para haver distribuição ao domicílio é necessário que haja a devida identificação dos prédios e que estes possuam os respectivos receptáculos, já que hoje não se devem e bem meter as cartas por debaixo da porta como se fazia antigamente.

Mas a identificação não é só para os carteiros. Então e os serviços de água e electricidade? Quando há avarias, como localizam os locais? Tem o aflito que se pôr à entrada do monte para dizer onde é a casa! Já lá vai o tempo em que havia sempre gente pelos montes e que sabia normalmente fazer essa indicação. No monte onde costumo estar provisoriamente, se não está a vizinha do lado não vejo ninguém. Por vezes resolvo dar uma volta para ver se encontro alguém. Não se vê ninguém!

Muito recentemente visitei com um amigo vinte e duas povoações do concelho. Pois em mais de metade não conseguimos ver uma única pessoa!

E como se governam os Bombeiros ou a autoridade Policial?

No ano transacto apareceu o carro dos bombeiros perguntando por Fulana de tal e as pessoas indagadas não sabiam quem era!

As situações que aponto podem ser resolvidas ou pelo menos melhoradas desde que haja interesse nisso.

Aqui fica o alvitre aos responsáveis.

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(*) – Nº 148, de 18 de Setembro.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Campeonato Municipal de ... Três Setes ! !



Teve lugar no passado dia 22, no “monte” de Afonso Vicente, na nova sede da associação local, o Centro Cultural Social e Recreativo, ainda por inaugurar, a semifinal deste campeonato numa organização da Câmara Municipal e colaboração de algumas das associações do concelho, já que, segundo nos informaram, as freguesias de Giões e do Pereiro não se fizeram representar.

Encontraram-se dez equipas em confronto entre as quais uma que representava a associação local.

Os “Três Setes” são um jogo de cartas muito característico da Serra Algarvia e regiões limítrofes e completamente desconhecido das outras zonas do país.

Nos princípios do século passado os únicos jogos conhecidos de cartas eram o “Três Setes” e o “Truco”, os restantes, hoje praticados vieram muito depois.

Existe muito pouco escrito sobre este jogo, apareceu uma pequena referência a ele na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e nos livros da especialidade que consultámos, nada encontrámos. Através da Internet foi possível obter mais algumas informações, nomeadamente que aparecia referido num livro publicado em 1802.

Na linguagem do jogo existe o termo “apultana” segundo uns ou “apolitana”, segundo outros.

[Aplutana de paus, naipe que representa os camponeses]
Este facto sugere-nos como termo original napolitana o que não escandaliza admitir a sua origem do Reino de Nápoles e trazido pelas suas gentes que percorrendo o Mar Mediterrâneo subiram o Guadiana à procura de locais que lhe dessem mais condições de vida.

Por aqui se encontram vários topónimos que podem ser enquadrados nesta perspectiva como acontece com Lombardos (Lombardia), na freguesia do Espírito Santo, Toscana (Toscânia) e Provenças (Provença), na freguesia de Alcoutim.

Preservar os usos e tradições de uma região é contribuir para a sua identidade. Tipo de construção, gastronomia, danças e cantares, artesanato e jogos como os “Três Setes”deverão ser conservados e estimulados.

CARO VISITANTE/LEITOR:
ESCREVÍAMOS UM “BATE PALMAS” SE O CAMPEONATO FOSSE DE “TRÊS SETES”, ASSIM É “PORTA ABERTA” PARA A SUECA SAÍR!

Para compensar aqueles que ficaram tristes por esta notícia, podem BATER PALMAS connosco à Casa do Povo de Santo Estêvão de Tavira que com o apoio da Junta de Freguesia realizou em Fevereiro último o 1º Torneio de “Três Setes”.

Santo Estêvão não olha só para o seu Rancho Folclórico, como se pode concluir.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O mamarracho


Foi um visitante do blogue que verificando o caso insólito nos enviou para o endereço electrónico cinco fotografias, todas da mesma personagem.

Tivemos ocasião de posteriormente e no local analisarmos a situação.

Não me interessa saber quem descobriu o lugar e muito menos quem o autorizou, para mim isso pouco importa, a única coisa que eu sei é que são pessoas sem o mínimo de sensibilidade para situações destas e isto por variados motivos, alguns bem diferentes.

No Sul fala-se muita vez mal dos nortenhos e possivelmente acontecerá o mesmo no norte em relação às gentes do Sul (não quero dizer sulistas) mas o que eu tenho a certeza é que se no Norte houvesse uma tentativa de construção deste mamarracho junto ao único templo de toda uma freguesia, as coisas não teriam sido fáceis e todos nós estamos habituados a ver imagens e a ouvir palavras (honra lhes seja feita) que não me fazem mentir.

Isto não acontece só em Alcoutim, acontece por esse País fora.

Não apareceu nenhuma TV para no noticiário dar isto a público! Certamente que acham muitíssimo bem e estão plenamente de acordo! Não nos admiramos nada.

E a imprensa regional ou nacional? Idem, idem, aspas.

Cada povo tem o que merece! É frase feita e verdadeira.

N.B. O blogue está inteiramente aberto para divulgar situações como esta.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O contacto telefónico

Dia 10 de Julho. 15 e 30.

Estava dormindo a tradicional “folga algarvia” num lugar cada vez mais ermo da serra, mais propriamente no concelho de Alcoutim, mas isto, depois de uma manhã de trabalho que fez gastar calorias.

O telemóvel tocou quando eu tinha acabado de adormecer. Voltei-me para a mesa-de-cabeceira onde se encontrava e meio cá, meio lá, accionei o mecanismo para atender a chamada que logo caiu pois por aqui ainda não existe um sinal suficiente para tal e possivelmente ainda terão de decorrer muitos anos para que isso aconteça.

Verifiquei que a chamada era originária de um número fixo que identificava uma das zonas telegráficas do sul do país.

Resolvi levantar-me interrompendo a “folga” e coloquei-me em sítio estratégico para ligar para o número que tinha tentado contactar-me.

Obtive êxito na minha ligação e depressa me apercebi de quem pretendia falar-me. Numa breve troca de impressões, verifiquei que se pretendia obter a minha colaboração para uma próxima edição de um trabalho sobre determinada época no Algarve e era conveniente informar da participação de Alcoutim.

Ainda meio ensonado, respondi que efectivamente tinha alguns pequenos apontamentos sobre o assunto mas não os tinha onde estava e que não sabia quando podia contactar com eles.

Quanto ao assunto tenho duas ou três reflexões a fazer e foi por isso que interrompi o meu sono para abrir o computador e escrever:

Pela consideração e amizade que me merece a minha interlocutora, não a remeti para a Câmara Municipal, entidade a que se recorre em qualquer parte do país pois além de ter um vereador para a “Cultura” tem, segundo penso, departamento nessa área.

Não sei se a minha interlocutora contactou a Câmara, e se o fez, qual o resultado que obteve.

Possivelmente só foi a amizade que a levou a contactar o José Varzeano.

COMO SE GASTA O DINHEIRO DOS IMPOSTOS AUTÁRQUICOS QUE PAGAMOS!

domingo, 6 de julho de 2008

2 h e 40 m para percorrer 600 metros!


Esta nova rubrica, hoje iniciada, tem o intuito de chamar a atenção para situações que consideramos menos correctas e que poderão causar complicações para o cidadão comum.

Fazemos votos para que venha a ter pouco desenvolvimento.

2 h e 40 m para percorrer 600 metros!

A notícia já está um pouco madura mas é preferível ser só agora conhecida do que ficar na gaveta.

Desde há doze anos que me desloco, mês sim, mês não, ao concelho de Alcoutim, mais propriamente a um monte designado por Afonso Vicente e onde procuro libertar o espírito em actividades muito variadas e que de uma maneira geral nunca tinha praticado.

Esta aprendizagem, para quem está no declínio da vida, faz-nos esquecer aquela que desempenhámos no decorrer de trinta e seis anos e para a qual canalizámos todo o nosso esforço e capacidade e na qual nos sentimos realizado, nunca pretendendo trocá-la a qualquer outra, já que ela nos dava prazer.

No dia 21 de Abril último, por volta das nove da manhã partimos para mais uma longa viagem de quase 400 km.

Durante o trajecto, fazemos três ou quatro paragens para satisfazermos as necessidades que sentimos não esquecendo pequenos períodos de descanso.

Desejoso de chegar, quando deixei a E.N. 122, após a passagem por Santa Marta e fiz as primeiras curvas da E.M. 507, vejo ao longe a pequena povoação e disse para comigo: - Estou finalmente a chegar!

Quando cheguei ao pequeno desvio que me ia levar a minha casa, um senhor fez alto dizendo-me que não podia passar pois estava a ser colocado um novo tapete naquele troço de estrada. Ainda lhe disse que não existia nenhum sinal de trânsito proibido mas ele voltou a dizer que se avançasse, teria de voltar para trás. Perguntei se demoraria muito tempo, disse-me que podia dar uma volta e que logo passaria, agora era impossível.
Questionei o senhor dizendo que no meu longo trajecto tinha encontrado várias obras pelo caminho nas quais esperei alguns minutos pois só estava aberta uma faixa da estrada e aqui contra tudo o que é racional, fecharam as duas!

O que o senhor me respondeu, não o vou dizer aqui pois ainda que não tenha razão para não acreditar, não sei se corresponde à verdade.

O mais que lhe posso fazer, é mandar um homem com as coisas que aí tem e se podem estragar, a sua casa.

Para não estar ali esperando, resolvi dar um salto à vila, beber uma água fresca, dar dois dedos de conversa e depois regressar.

Para meu espanto o trabalho ainda não estava concluído e voltei a esperar e agora, naturalmente já mais irritado, pensei:- Então se há um incêndio no monte, por onde passariam os bombeiros? Se alguém necessita de ser socorrido, por onde passa a ambulância? Pelo que me era dado ver, era absolutamente impossível. Só de helicóptero!

Quando passei, depois de uma espera de cerca de duas horas e quarenta minutos e ainda com algum custo, disse para comigo:- Para mim foi “chato” esperar este tempo todo, mas se sucede alguma das hipóteses que referi, QUEM É QUE TINHA DE RESPONDER POR ISSO?

Felizmente que nada aconteceu de grave.

Eu disse ao senhor, que penso seria o encarregado do trabalho, que iria enviar o assunto para um jornal, o que não fiz por razões que não interessa explicar mas que aqui, poderá correr todo o MUNDO!

ALCOUTIM NÃO É SÓ DIFERENTE NO “BOM”, TAMBÉM O É NO “MAU”!