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quinta-feira, 29 de março de 2012

Oleões!


Se o concelho de Alcoutim aparece, frequentemente, na cauda das estatísticas realizadas a nível nacional e no pior sentido, não me parece que sobre este aspecto isso venha a acontecer, o que se torna gratificante.

Eu não tenho dados para me pronunciar, mas o que sei é que, por exemplo, na cidade onde vivo e na área onde resido não existe nenhum oleão, não conhecendo mesmo que esse sistema de recolha de óleos usados tenha sido implementado pela autarquia, o que penso acontecer na maioria dos concelhos do país.

Chegou-me a notícia que foi estabelecido entre a autarquia local e as empresas Reciclimpa e Oleão Sul um protocolo no âmbito do qual foram colocados oito oleões no concelho de Alcoutim.

Concordo totalmente com a sua distribuição ou seja Alcoutim (2), Martim Longo (2), Pereiro, Giões, Vaqueiros e Pessegueiro, o maior e mais dinâmico monte do concelho.

É necessário sensibilizar os munícipes para que não continuem a despejar os óleos usados na rede pública o que provoca corrosão e entupimentos nas canalizações.

Além de evitar estes inconvenientes, o seu reaproveitamento pode servir para a produção de energia térmica e eléctrica, biodiesel, sabão, velas, detergentes, graxas, etc. o que cria, naturalmente, postos de trabalho tão necessários para combater o desemprego.

Sobre este aspecto, é certo que Alcoutim não está na cauda!

Eu continuo a ser obrigado a deitar os óleos velhos na rede pública de esgotos1!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O restauro da Capela de S. Domingos



Não podíamos deixar de aproveitar a nossa estada no concelho de Alcoutim para vermos o restauro recentemente concluído da Capela de S. Domingos na aldeia de Giões.

Este pequeno templo do século XVI foi a primeira matriz da freguesia e na primeira metade do século passado entrou em ruína pelo que o patrono foi posto a salvo, sendo levado para a actual igreja matriz.

Ainda que não tivéssemos tido acesso ao seu interior, ficámos agradados com a maneira como o restauro foi feito, o que muitas vezes assim não acontece com obliterações sem o mínimo de sentido.

A estrutura da fachada foi mantida naquilo que dela se conhecia como a cimeira trilobada e o remate argamassado da empena de bico. A porta de arco de volta inteira foi igualmente conservada e nas duas folhas foi mantida a madeira.

A cruz da empena é de ferro que se ajusta bem pois Giões foi terra de ferreiros de reconhecida valia, pelo menos a nível regional.

No telhado manteve-se a telha de canudo ou árabe pois foi sempre assim coberto.

Como já dissemos não conhecemos o seu interior que deve de ter sido restaurado nos mesmos princípios.

Fomos informados dias depois que se construiu um nicho para receber a imagem de S. Domingos que assim regressou à sua casa. Segundo a mesma fonte foi feito um forro de madeira.

O amplo adro foi provido de vários bancos em escada que pensamos servirá para os visitantes em dias de cerimónias religiosas.

Falta efectuar, como é natural, algumas obras de embelezamento do adro e que certamente se irão realizar logo que seja possível.

Falta, segundo a nossa perspectiva, uma placa epigráfica com a indicação da fundação do templo e agora do restauro para que os vindouros se apercebam do facto.

domingo, 6 de setembro de 2009

Inaugurada Barragem do Pessegueiro

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O dia 2 do corrente foi dia de festa e grande satisfação para o povo do “monte” do Pessegueiro, freguesia de Martim Longo (sem hífen), concelho de Alcoutim. Ia-se inaugurar, com a presença do Senhor Ministro da Agricultura e Pescas, Jaime Silva e outras individualidades como o Director Geral da Agricultura, o Director Regional, os Presidentes da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Martim Longo e dos associados da Cooperativa Agrícola do Pessegueiro, representados nomeadamente pelo seus Presidente da Direcção e da Assembleia Geral.

A cerimónia, marcada para as 11 horas veio a ter lugar um pouco mais tarde pois o percurso até à barragem foi efectuado a pé pelas entidades referidas e pelo povo.


A Barragem de aterro com perfil zonado, com altura máxima de 15 m e um desenvolvimento de coroamento de 209 m, situa-se a Noroeste da povoação.

A albufeira a que dá origem tem uma capacidade total de 297x10\3 metros cúbicos e uma área de 7,86 ha.

O Descarregador de Cheias tem um comprimento de 65 m e a largura do canal é de 6m.


A rede de rega desenvolve-se no vale a jusante, numa extensão aproximada de 2,5 km, beneficiando uma área de 23,6 ha, existindo 41 bocas de rega.


Após a inauguração do empreendimento e as palavras de circunstância dos vários oradores, cabendo o encerramento dos discursos ao Senhor Ministro efectuou-se o regresso ao monte, mais propriamente à sede do Clube Recreativo local onde os convidados foram obsequiados com um almoço volante, de onde não constava “caviar” mas sim um interessante e significativo gaspacho, presunto e enchidos de confecção local, com os seus paladares característicos, não faltando as saborosas azeitonas maçanilhas retalhadas e temperadas ao gosto local, os saborosos figos de tuna e as tradicionais filhós adoçadas com mel.

É claro que não faltavam outras iguarias, como jaquinzinhos fritos, leitão assado no espeto, rissóis e croquetes, frangos, eu sei lá que mais!

A doçaria era muito abundante e variada, tal como as bebidas de tipos diversos notando bem a presença de apaladado vinho caseiro, muito elogiado pelos forasteiros, incluindo o Senhor Ministro.

A organização estava perfeita, praticamente sem falhas, sendo previstas todas as situações.

A sede social do Cube Recreativo, é airosa sem luxos, muito funcional e representa bem o interesse e trabalho dos seus associados.

A circunstância da apresentação dos produtos regionais e locais, apresentados com orgulho e dignidade, certamente que constituíram uma lição para muita gente, dada por um povo empreendedor e activo, situado no meio da serra, a cerca de 36 km de Alcoutim. Bato as minhas palmas ao Povo do Pessegueiro.


A minha presença e da acompanhante tem a ver com o convite expresso formulado por um responsável local que nos “conheceu” através do ALCOUTIM LIVRE, do qual é visitante assíduo, segundo nos confessou.

Espero e faço votos que os pessegueirenses tenham perante a barragem a mesma atitude que têm tido nas várias circunstâncias que a vida lhes tem reservado onde têm dado provas de entre ajuda, dinamismo, empreendimento e bairrismo ou não seja o “monte” do Pessegueiro o mais populoso do concelho e o único que tem conseguido manter, com pequeníssimas oscilações, a sua população.

Toda a ajuda que lhe possa ser prestada, justifica-se plenamente.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Estrada Municipal nº 1057



Há muito que não passávamos pelos Balurcos, topónimo representativo de um conjunto de agregados populacionais situados a oeste da freguesia de Alcoutim, entre a EN 122 e a EN 124.

Esta zona foi sempre das mais povoadas do concelho e se a memória não nos atraiçoa foi das primeiras que recebeu o fornecimento de energia eléctrica.

A zona veio também a ser beneficiada com a construção da EN 122, em meados do século passado, proporcionando-lhe ligações relativamente fáceis com o sul e o norte do país.

A última vez que por lá passámos foi após a inauguração do IC 27 e a EM 1057 que une a EN 122 e a EN 124 e que serve aquele agregado populacional, estava em estado deplorável e talvez tivesse sido essa uma das razões porque só agora lá voltámos, o que aconteceu nos primeiros dias do corrente mês.

Esta estrada municipal, na distância de cerca de 2 km, foi terraplanada, pavimentada e o que também é muito importante, sinalizada tanto vertical como horizontalmente. Foram bem empregues os 300 mil euros.

Ainda que leigo no assunto, consideramos um bom trabalho que há muito estava por fazer.

As populações do Balurco de Baixo, Poço Velho, Casa Branca, Deserto, Cercado, Cerro, Montinho do Cerro (ou dos Balurcos) e Balurco de Cima justificavam plenamente este investimento pois é uma zona do concelho onde ainda existe gente.

Quando o dinheiro dos impostos que pagamos é assim aplicado, ficamos satisfeitos pois é utilizado em benefício real das populações e não em “folclorismo”.

Daqui batemos as nossas palmas a quem lançou o grito e pressionou a tal realização.

Beneficiou de os tempos serem outros.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O poço do Vinagre


Com este título, iniciamos hoje mais uma rubrica deste blogue.

De uma maneira geral e em qualquer parte, as coisas positivas são em número superior às negativas pelo que nos compete chamar a atenção para estas últimas, sem, em casos especiais, como é o presente, batermos as palmas a algumas positivas.

A zona rústica do Vinagre situa-se a sul da vila de Alcoutim e nas margens do Guadiana e é uma das zonas mais ricas das redondezas, com as propriedades bastante pequenas e onde a oliveira foi e continuará a ser a sua principal riqueza,

Árvores avantajadas, com muitas centenas de anos, para não dizer milenárias, deram origem a valores matriciais elevados que ainda se mantêm.

Pela zona, em tempos recuados, existiram habitações. Lembramo-nos de nas nossas leituras termos encontrado, em meados do século XIX um edil, o tal que propôs a venda do rossio da vila, logo aprovada pelos restantes elementos e que morava no Vinagre onde devia ser lavrador.

Ainda conheci na vila uma pessoa que por ter nascido nesta zona era conhecido por António do Vinagre, sendo o seu nome, António Martins.

O topónimo poderá estar no substantivo ou no antropónimo a que deu origem.

Como possuímos por ali uma tira de terreno, de vez em quando passamos por lá.
As três oliveiras existentes foram limpas e por lá plantámos mais três, de que certamente não comeremos fruto, mas temos comido daquelas que os outros plantaram e trataram.

A zona é um verdadeiro bosque, visto as poucas pessoas que por lá aparecem é para apanhar o fruto e não para efectuarem qualquer benfeitoria nas árvores.

Aquilo que afirmamos pode ser verificado na foto que apresentamos onde as duas oliveiras que se vêem, uma de cada lado, mostram na realidade o que dizemos.

Por ali corre um pequeno barranco junto ao qual, possivelmente desde tempos imemoriais, existe um poço, onde se abasteciam os moradores das redondezas e desde a sua criação, o efectivo do Posto da Guarda-Fiscal, sobranceiro ao mesmo e igualmente os passantes seguindo o velho caminho do rio se dessedentavam e davam de beber aos animais.

Penso que a bomba manual elevatória da água teria sido colocada na primeira metade dos anos sessenta do século passado e na altura foi um melhoramento considerável. A maioria das povoações recebeu esse melhoramento e algumas, talvez poucos, ainda funcionam.

O poço do Vinagre passará seguramente semanas, para não dizer meses, sem que ninguém lhe chegue ao pé e deve ter nos pastores os seus maiores utilizadores.

A bomba elevatória veio a avariar-se, possivelmente por falta de assistência e esteve inactiva por longo período.

Na última vez que lá estive, em Maio próximo passado, fiquei agradavelmente surpreendido pois fui encontrar a bomba reparada, o engenho pintado, a colocação de um alargado banco de alvenaria, tudo reparado, caiado ou pintado.

Aqui não se trata propriamente de uma questão de prestação de serviço, cujos utentes serão bem poucos mas o que está em causa é a preservação do património construído que certamente os vindouros apreciarão.

BATO PALMAS a quem realizou este trabalho e que segundo a indicação deixada foi a Junta de Freguesia de Alcoutim.