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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ensaio sobre a toponímia no concelho de Loulé

Este pequeno opúsculo adquirimo-lo recentemente, num alfarrabista e não tinha conhecimento da sua existência.

No formato de 15X22 cm tem 59 páginas e constitui a Separata 7, Série ESTUDOS E CONFERÊNCIAS da Sociedade da Língua Portuguesa.

Datado de 1987, é um trabalho da autoria de José Pedro Machado, algarvio, que deixou vasta obra sobre esta temática e a que recorremos com frequência.

São várias dezenas os topónimos apresentados, alguns semelhantes ou próximos dos que existem no concelho de Alcoutim.

Eis alguns dos topónimos que encontrámos e que têm a ver, igualmente, com o concelho de Alcoutim: Abelheira, Álamo, Alcaria, Alfarrobeira, Amarela, Amoreira, Azinhal, Barrada, Barranco, Carrascal, Casa Branca, Casa Nova, Casas, Castelhana, Cerro, Corga, Corte, Curral,  Deserto, Estrada, Ferrarias, Fonte Santa, Lavajo, Lombada, Malhão, Matos, Medronheira, Mesquita, Monte, Montinho, Odeleite, Pereiro, Portela, Reguengo, Soalheira, Torneiro, Vale da Rosa, Vicentes e Zambujal.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dez anos de trabalhos arqueológicos em Alcoutim do neolítico ao romano


No formato de 21 X 21 cm e 203 páginas. É trabalho editado pela Câmara Municipal de Alcoutim (2011) e da responsabilidade científica de João Luís Cardoso e de Alexandra Gradim.

O primeiro é Professor Catedrático da Universidade Aberta e Coordenador do Centro de Estudos Arqueológicos do Concelho de Oeiras (Câmara Municipal de Oeiras) e Académico de Número da Academia Portuguesa da História e a co-autora, Arqueóloga da Câmara Municipal de Alcoutim.

O trabalho divide-se em 7 partes, abordando: 1 – Conjunto Megalítico do Lavajo, 2 – Cista Megalítica do Malhão, 3 – Tholos do Malhanito, 4 – Anta do Malhão, 5 – Necrópole das Soalheironas, 6 – Necrópole do Cabeça de Vaca e 7 – Barragem Romana do Álamo.

Excelente papel e fotografia numa edição de 500 exemplares.

O exemplar foi-me oferecido pela Dra. Alexandra Gradim valorizado por comovente dedicatória.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Junta de Província do Algarve - Centenários


 Boletim da Junta de Província no formato de 24,5 X 30,5 cm que refere as Comemorações Centenárias no Algarve.

A síntese histórica da Província é assinada pelo algarvio Mário Lyster Franco e ilustrada pelo brasão de todos os concelhos que constituem o distrito.

Na Exposição de Arte Sacra e em Utensílios de Altar, estiveram presentes: (13) - Cálix – de prata dourada, mandado vir por D. Francisco Gomes. P. à freguesia de Martinlongo, (22) – Custódia-cálix da freguesia de Martim-Longo. No género das precedentes mas mais ornada, (25) – Custódia-cálix da freguesia de Giões. Tamanho médio. Campainhas pendentes do ostensório.”  Como Utensílios de Culto o concelho de Alcoutim fez-se representar: (14) – Cruz paroquial de Giões, de prata lavrada. Antiga. (15) – Cruz paroquial de Martim-Longo. De prata lavrada. Antiga. (20) – Palio branco - da igreja de Martim-Longo. Uma colcha da Índia a que se aplicaram sanefas, formando assim o palio. Quanto a Vestes Sagradas a representação fez-se por (8) Paramento para missa cantada – tecido persa com fundo branco. Muito antigo. Composto de casula, dalmáticas, pluvial, estolas e manípulos, bolsa de corporais. Pertence à igreja de Giões. (9) Véu de ombros – de lhama branca, com aplicações de lhama de outras cores e bordados a ouro, feitos à cerca de um século (1840) na própria freguesia de Giões, a que pertence (11) – Casula de brocado de prata sobre fundo de um formoso rosáceo. Pertence à freguesia de Martim-Longo. Por último e relativo a Roupas de Altar – (17) – Frontal branco. Tecido oriental. Pertence à freguesia de Giões.

Admira-nos de não haver nada em exposição das três restantes freguesias, Vaqueiros, Pereiro e Alcoutim, principalmente desta última.

O texto que se apresenta é assinado pelo P. José António Pinheiro e Rosa..

No artigo “Os Arquivos Municipais do Algarve e a Restauração”, assinado por Alberto Iria, transcrevemos o seguinte parágrafo: - De Alcoutim, onde as campanhas da Restauração mais duramente se fizeram sentir no Algarve, sobretudo na de 1642, pelo constante duelo de artilharia com o castelo fronteiriço de S. Lucar do Guadiana, sabemos que, de 1833 – 1834 “ as guerrilhas das lutas liberais inutilizaram, pelo incêndio, todos os arquivos existentes na sede deste concelho.

Na conclusão 10 o autor refere: A luta no Algarve gira em torno das praças fronteiriças de Alcoutim e Castro Marim sobretudo na campanha de 1642.

Em O Algarve sob o ponto de vista pecuário, o autor, Eduardo Gomes Calado, refere em Alcoutim a existência da sub-raça bovina Mertolenga e os ovinos merinos, principalmente, bordaleiros.

Luís Chaves em “As Estradas Arcaicas do Algarve” indica vestígios romanos em Martim-Longo, Cortes Pereiras e Alcoutim.

Nas “Notas sobre as Amendoeiras”, o autor refere... algumas plantações junto de Alcoutim, de produção bastante precária.

Dos objectos de Arte Sacra expostos só conhecemos a Cruz Paroquial de Giões, uma linda peça de prata lavrada, o que teve lugar haverá 30 anos.

A execução gráfica foi da responsabilidade de Bertrand (Irmãos), Lisboa, 1942.

Resta-nos dizer que o livro foi-nos transmitido, entre outros, por nosso pai. Mandámo-lo encadernar, tem lombada e cantos de carneira e é um trabalho artesanal.

domingo, 31 de março de 2013

Processos Políticos do Reinado de D. Miguel


Com edição em 1972 esta recolha de sumários de processos políticos do reinado de D. Miguel é obra de Jorge Hugo Pires de Lima, constituindo, primeiramente, uma Separata do “Boletim da Biblioteca da Universidade de Coimbra, Vol. XXVIII (1967).

Este volume foi composto e impresso nas oficinas da “Coimbra Editora, Limitada”.

É de 1402 o número total dos processos apresentados, o que demonstra bem o exaustivo trabalho realizado.

Aparece gente de todo o país e de todas as condições sociais, encontrando-se também muitos estrangeiros, como espanhóis franceses e ingleses.

O índice toponímico comporta Alcoutim com quatro entradas referindo os Acontecimentos revolucionários do Algarve, Manifes-tações sediciosas e Partidários do regime liberal.

O Prior de Alcoutim, José Joaquim Cavaco, que veio a ser cónego da Sé de Faro, o espanhol Sebastião Garcia Barroso e o P.dre. Valentim Timóteo da Conceição Aleixo, coadjutor da Paróquia que veio a estar preso na Torre de S. Julião da Barra são indicados como liberais.

Na devassa aberta em todo o Algarve em virtude dos acontecimentos ocorridos em Maio de 1828, foram pronunciados, entre muitos, o Governador da Praça de Alcoutim, Coronel Francisco Carneiro Homem Sotto Maior e o Tenente do Regimento de Artilharia nº 2., Isidro da Costa Leite, Governador Interino da mesma Praça.

Adquiri a obra numa Feira de Velharias em 2005.

sábado, 16 de março de 2013

As Casas da Câmara dos concelhos Portugueses e a monumentalização do poder local


Trabalho de folgo, como nunca pode deixar de acontecer numa tese de doutoramento, fomos encontrá-lo em forma de PDF e isto por informação de pessoa amiga.

É constituído por dois volumes, englobando o I a matéria em si (911 páginas) e o II (981) com Anexos.

Trabalho exaustivo sobre a matéria, o Volume I divide-se em três Partes.

A 1ª contempla A emergência da Casa da Câmara no Portugal Medieval, a 2ª aborda As Casas da Câmara dos Velhos concelhos Portugueses e por último, a 3ª escalpeliza A arquitectura das Casas da Câmara Portuguesas.

Após a Conclusão, apresenta as indispensáveis Fontes e Bibliografia, terminando com um Índice de Imagens.

Encontram-se referidos os edifícios, espaços, celeiro público, os currais do concelho, matadouros, fornos de cozer pão, mercados, alpendres, casa de “Ver-o-Peso”, casas dos almotacés, residência dos magistrados (juiz de fora e corregedor) gafarias, roda de expostos, capelas, pelourinhos, forca e muitos mais assuntos que estão ligados à temática que o título sugere.

Na Bibliografia encontrámos duas referências a trabalhos nossos, como segue:

Varzeano, José – “Coisas Alcoutenejas – A desaparecida cadeia [de Alcoutim], Jornal do Algarve / Magazine, 30 de Novembro de 1993, pp 17-18 e

Varzeano, José – “Coisas Alcoutenejas – Os Paços do Concelho [de Alcoutim] – Os actuais funcionam há 110 anos”, Jornal do Algarve / Magazine, 24 de Fevereiro de 1994, pp 17-18.

Por outro lado, a Fig. 774 apresenta a Cadeia de Alcoutim num desenho da nossa autoria e que acompanhou o mencionado artigo.

A tese foi apresentada por Carlos Manuel Ferreira Caetano.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Vocabulário Português de Origem Árabe


Pequeno mas muito útil este livro de formato A/5 de autoria  de José Pedro Machado, algarvio de Faro falecido não há muitos anos e que deixou grande obra.

Numa edição da Editorial Notícias e incluído na colecção linguística, tem prefácio de Fernando Sylvan, então Presidente da Direcção da Sociedade da Língua Portuguesa.

O registo com ordem alfabética, além de referir a palavra árabe completa, indica  a mais antiga data conhecida da sua presença na Língua Portuguesa.

Como apêndice apresenta os mais antigos arabismos de textos redigidos em terras hoje Portuguesas, além de outras curiosas e valiosas indicações, distribuindo as palavras por temas.

Comporta 141 páginas e foi editado em 1991.

Faz parte da nossa pequena estante de apoio de dicionários, prontuários e gramáticas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

D. JOÃO IV


Outro dos volumes que em boa hora foi lançado por Temas e Debates em Reis de Portugal, desta vez dedicado a D. João IV, o Rei Restaurador e 1º da 4ª Dinastia.

O trabalho, além de referir directamente a pág. 131 os Condes de Alcoutim, desenvolve como é natural, os Meneses da Casa de Vila Real que foram sacrificados no Rossio em Lisboa em 1641, por alegadamente terem entrado na conspiração contra D. João IV.

No formato de 17X25 cm e 384 páginas, comporta vários quadros, entre os quais a Lista dos Fidalgos Aclamadores de 1 de Dezembro de 1640 e Títulos Nobiliárquicos da Rede dos Aclamadores ou seus descendentes, 1641 – 1707.

Uma extensa Cronologia dos principais acontecimentos e as Genealogias da Casa de Bragança e a Família Real Portuguesa, séculos XV, XVI e XVII.

Além da Bibliografia apresenta-nos o indispensável índice remissivo.

São autoras do trabalho Leonor Freire Costa, doutorada em História Económica e Social e Mafalda Soares da Cunha, doutorada em História Moderna, isto entre os vários títulos que possuem.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

D. João III


 Esta excelente colecção dos Reis de Portugal lançada em boa hora por Temas e Debates apresenta-nos a biografia de D. João III de autoria da Doutora Ana Isabel Buescu.,

Com o formato de 17,5X25 cm, comporta 416 páginas e 26 fotografia a cores colocadas ao meio do volume entre as páginas 192 e 193.

Além de novos elementos que a investigação proporcionou, mostra em anexo 14 quadros temáticos elucidativos da época, seguidos de uma cronologia que abrange os acontecimentos importantes passados neste reinado, no Reino, nas Ilhas e Espaços Ultramarinos, na Europa e por último África, América e Ásia. Não deixa de apresentar como complemento as genealogias que o reinado motiva.

Além do Índice remissivo exibe uma relação extensa de Fontes e Bibliografia.

Alcoutim aparece referido quatro vezes, todas relacionadas com o título nobiliárquico: pág.. 43, D. Pedro de Meneses, futuro Conde de Alcoutim, discípulo dilecto do humanista italiano Cataldo, pág.123, que refere o féretro de D. Manuel com a presença entre outros do Conde de Alcoutim, pág.133, no juramento de fidelidade a D. João III, no qual esteve presente o Conde de Alcoutim e pág. 136, em que Gil Vicente põe em verso o que imagina ter pensado a fidalguia, na qual se encontra o Conde de Alcoutim.
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Levantamento Arqueológico-Bibliográfico do Algarve



No formato de 22X21,5 cm em bom papel, comportando 225 páginas e numa edição da Delegação Regional do Sul da Secretaria de Estado da Cultura, 1988, constitui um valioso trabalho de recolha e inventariação temática do que se tem escrito sobre o Algarve.

Começa o trabalho por uma relação alfabética de ESTAÇÕES, SÍTIOS E ACHADOS COM INTERESSE ARQUEOLÓGICO; FREGUESIAS E CONCELHOS A QUE PERTENCEM, passando depois para a BIBLIOGRAFIA RESPECTIVA, ordenada, naturalmente, por concelhos e ordem alfabética.

A parte seguinte diz respeito à BIBLIOGRAFIA propriamente dita, indicando os autores e os locais onde foram publicados. A parte final indica os artigos ou notícias não assinadas e termina com a relação das PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS CONSULTADAS.

Foi através deste trabalho que tive conhecimento de vários artigos publicados sobre Alcoutim e o seu concelho, ainda que não me tivesse sido possível encontrar muitos deles.

São várias dezenas os topónimos que a relação apresenta entre as páginas 49 e 52. São muitos os autores que dedicaram alguns dos seus trabalhos a Alcoutim.

Seis dos primeiros dos meus trabalhos, ainda que modestos, fazem parte desta inventariação.

A equipa de investigação bibliográfica foi constituída por jovens licenciados com o suporte dos arqueólogos Mário Varela Gomes e Rosa Varela Gomes e do seu rigor científico.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

1755 TERRAMOTO no ALGARVE

 
Excelente edição que abrange todos ao parâmetros desde o texto passando pelas ilustrações, nomeadamente as fotográficas, esquematização, papel e encadernação.

De 237 páginas de 21X28 cm, tem textos assinados por Alexandre Costa, César Andrade, Clara Seabra, Luís Matias, Maria Ana Baptista e Sara Nunes, conforme a especialização dos assuntos.

Prefácios de António Rosa Mendes e Luís Mendes Victor.

É uma edição do Centro Ciência Viva do Algarve e para a qual mereceu variadíssimos patrocínios.

Apresenta-nos duas grandes divisões, O QUE NOS DIZ A HISTÓRIA, que se desenvolve em várias temáticas e A PERSPECTIVA DA CIÊNCIA com quatro grandes abordagens que por sua vez se vão dividindo.

Além da BIBLIOGRAFIA GERAL, apresenta um APÊNDICE DOCUMENTAL referindo As Memórias Paroquiais sobre o Algarve, sendo o concelho de Alcoutim dos menos sacrificados.

Numa edição datada de 1 de Novembro de 2005, teve uma tiragem de 2000 exemplares.

O exemplar foi-nos oferecido pelo Governo Civil de Faro.

É uma obra indispensável em qualquer biblioteca.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Águas do meu contar

Numa edição de Campos das Letras e publicado em Outubro de 2002, o autor, Carlos Brito, um alcoutenejo que só não nasceu em Alcoutim, apresenta-nos uma colectânea de contos de sabor local dividida em cinco partes: Guadiana das Marés, Moço Rafael, À Tona de Água, A Pista do Guadiana e o Declínio do Templo.

São vinte e três as abordagens realizadas e que têm por base toda um vivência local e onde o grande rio do sul, o Guadiana, é parte fulcral com todas as surpresas em que é pródigo.

O trabalho que conta com 155 páginas de 13,5X 21 cm é dedicado aos amigos de infância João Dias, António Valério, Gaspar Santos e outros que viveram com o autor o que é histórico nestas estórias.

Foi uma oferta do autor valorizada com dedicatória que muito agradecemos.


sábado, 6 de outubro de 2012

Aproveitamentos Hidráulicos Romanos a sul do Tejo

O Escaparate de hoje apresenta este importante trabalho assinado por António Carvalho Quintela, Professor Catedrático de Engenharia Civil, João Luís Cardoso, Mestre em Geologia de Engenharia e José Manuel Mascarenhas, Doutor Engenheiro em Biogeografia e Ordenamento, que como o título indica, se refere aos aproveitamentos hidráulicos efectuados pelos Romanos a sul do Rio Tejo.


É dividido em 6 partes, ressaltando para o interesse dos alcoutenejos a 4. INVENTÁRIO E CARACTERIZAÇÃO DAS BARRAGENS ROMANAS EM PORTUGAL, nomeadamente, no seu ponto 4.3.15 Barragem do Álamo (Alcoutim) onde nas páginas 94 /98 é referida em todos os seus aspectos acompanhados com adequados desenhos.

As fotografias a preto e branco encontram-se no final do livro e das 128 apresentadas 4 (nºs 53 a 56) dizem respeito à Barragem do Álamo.

Como acontece sempre nestes trabalhos, é importante a BIBLIOGRAFIA apresentada que nos sugere outras pistas.

A edição que teve lugar em Novembro de 1986 com uma tiragem de 2000 exemplares é da responsabilidade da Direcção-Geral dos Recursos e Aproveitamentos Hidráulicos (Secretaria de Estado do Ambiente e dos Recursos Naturais – Ministério do Plano e da Administração do Território).

Comporta 236 páginas de 15,8X23,5 cm e teve execução técnica de Gráfica Europam, Lda.

sábado, 22 de setembro de 2012

A Escultura de Madeira no Concelho de Alcoutim no séc. XVI ao séc. XIX


Dos primeiros trabalhos que conheço e o primeiro na temática abordada dedicado ao concelho de Alcoutim.

De formato A/5 (15X 21 cm) está dividido em três partes que abordam O ambiente artístico no concelho de Alcoutim do séc. XVI ao séc. XIX, A escultura de madeira e Conclusões.

Importante o Apêndice (Arquivo Paroquial de Martinlongo) que  apresenta o catálogo dos livros manuscritos, inventário organizado dentro da técnica que oferece grande ajuda a quem pesquisa e permite um controlo sobre as existências.

Está classificado em cinco partes correspondendo à letra A - Rol de Confessados de Martinlongo, B – Livros de visitas e decretos da igreja matriz de Martinlongo, C – Livros de distribuição da igreja matriz de Martinlongo, D – Livro da Receita e da Despesa da Fábrica da igreja matriz de Martinlongo, incluindo as suas confrarias e E – Livros de crismados, casamentos, testamentos e outros actos importantes na vida religiosa da freguesia de Martim Longo.

Segue-se um Inventário da escultura de madeira no concelho de Alcoutim, que engloba 12 RETÁBULOS e 72 IMAGENS identificados e tecnicamente classificados, completado com as respectivas fotografias a preto e branco.

Editado pela Comissão de Coordenação da Região do Algarve, Faro, 1985, são seus autores Francisco Lameira e Manuel Rodrigues.

O trabalho foi-me oferecido com dedicatória pelo primeiro dos autores, o que muito agradeci.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ALGARVE - Reflexos Etnográficos de uma Região


 São 92 páginas A/4 com ilustrações  a preto e branco e de bom papel que reúnem mais de 50 artigos publicados no jornal O Olhanense por Adérito Fernandes Vaz.

A temática desenvolvida tem a ver, como o título indica, com aspectos etnográficos que abrangem a região do Algarve, nomeadamente, o Litoral.

O Algarve retratado nestas dezenas de artigos constituía a azáfama de uma vida que o turismo veio transformar.

Desde o património construído que passa pela habitação, chaminés, moinhos, noras mouriscas, poços, eiras, fornos de pão ou de cal, passando pelos carros de mula ou cegonhas de tirar água, tudo está descrito com o cuidado exigível, muitas vezes alicerçado nas informações de quem com a matéria conviveu.

Muitos dos exemplares referidos na altura encontravam-se em completa ruína e em vias de extinção, pelo que o trabalho tentava chamar a atenção para o facto de se ir perdendo a memória colectiva.

O Natal Algarvio com as suas características muito próprias, as charolas, o Carnaval, as maias e muitos mais aspectos são tratados nesta colectânea.

Não são esquecidos os trajes , o canto e a alimentação, tal como os passatempos.

Existem coisas semelhantes ao que se passava na Serra, mas também se notam diferenças.

A edição pertenceu à Secretaria de Estado da Cultura – Faro, 1994 que me ofereceu o exemplar.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Natal do Algarve - Raízes Medievais



É um trabalho de fôlego este livro com 550 páginas de 19 X 26,5 cm, de bom papel fortemente ilustrado com fotografias antigas e recentes, a preto e branco e a cores e que a autor compilou tudo o que foi possível encontrar escrito sobre a temática e acrescentou toda uma investigação proba que vem realizando ao longo dos anos.

Sem dúvida que os usos e costumes do Natal no Algarve eram muito diferentes de todo o restante país, com alguns encontros aqui e ali, isto passou-se até, praticamente, meados do século passado.

O trabalho está dividido em 35 partes que passam pela A devoção ao Menino Jesus, pelos Cânticos de Natal, Canto dos Reis, o Canto da Chorolas, Grupos Janeireiros e a Doçaria Natalícia e Ceia de Natal, isto só para indicar alguns dos assuntos abordados.

É seu autor o P. José da Cunha Duarte que tem desenvolvido obra meritória no Algarve no aspecto cultural e outros.

A tiragem foi de 2 000 exemplares e foi editado por Edições Colibri em Maio de 2002.

Capa e contracapa são cartonadas e a cores.

É um livro indispensável em qualquer biblioteca, principalmente nas do Algarve,mas não me lembro de o ter visto na da Casa dos Condes, em Alcoutim.

Adquiri-o em S. Brás de Alportel e está autografado.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O ALGARVE da Antiguidade aos nossos dias


No formato de 20 X 28 cm com 750 páginas constitui um importante trabalho que versa esta região sulista do país.

Obra coordenada por Maria da Graça Maia Marques conta com a colaboração de um escol importante de figuras na área das letras com incidência natural na história.

São inúmeros os aspectos abordados.

Está dividido em 12 Capítulos, apresentando na parte final e da responsabilidade da coordenadora uma extensa bibliografia sobre o Algarve, na qual constam três dos nossos trabalhos ou seja, Alcoutim, capital do nordeste algarvio (subsídios para uma monografia (1985), Alcoutim visto através das posturas municipais – 1834 – 1858 (1989) e Saúde e Assistência em Alcoutim, no século XIX (1993).

De bom papel, é fortemente ilustrado com fotos a cores e a preto e branco de grande interesse histórico.

É da responsabilidade de Edições Colibri e foi dado à estampa em 1999.

O exemplar foi-nos oferecido por uma colaboradora da obra.

domingo, 5 de agosto de 2012

saberes e sabores - Da Terra e do Mar



Como prelúdio da Mostra Internacional da Renda de Bilros, foi lançado no dia 26 de Julho último, na cidade de Peniche, mais um livro de Ida Guilherme de 56 páginas de formato A/4.

Com impressão e acabamento em gráfica local, teve uma tiragem de 500 exemplares.

Bom papel e fotografia.

É trabalho multifacetado representando, efectivamente, as áreas que a autora domina. Passando pela poesia, a renda como mestra rendilheira, mas principalmente pela criação de piques, pensando eu tratar-se uma das pessoas mais eruditas nesta área do conhecimento, a pintura, onde a óleo tem retratado com minúcia e arte aspectos paisagísticos e da vida local.

A 4ª vertente tem a ver com os sabores, da culinária e doçaria, áreas que confessa não dominar, mas apresenta receitas emblemáticas da sua terra natal que a mãe executava a nível elevado. Dá a conhecer a receita conventual dos Pastéis de Peniche e dos Esses de Peniche, receitas que foram cedidas a sua mãe na década de trinta do século passado por quem lhas confiou.

Na gastronomia, apresenta a Caldeirada Berlengueira e a Lagosta Suada.

Ida Guilherme, que é natural de Peniche e onde vive, foi professora de Lavoures Femininos dos Liceus, Mestra de Formação Feminina do Ensino Técnico Profissional e Professora de Trabalhos Oficinais do Curso Unificado do Ensino Secundário.

Em 2002, a Câmara Municipal de Peniche atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal da Cultura.

Além deste, tem mais cinco livros publicados que abrangem as vertentes do seu gosto e domínio.

Apresentamos seguidamente o início de um trabalho em renda e um óleo sobre a Berlenga e que constam do livro.


domingo, 22 de julho de 2012

Tempo de Subversão - Páginas da resistência


Editado por Edições Avante e englobado na colecção resistência em formato de 14,5 X 21 tem 190 páginas.

O trabalho divide-se em 13 partes iniciando-se com COMEÇOU NO AEROPORTO e terminando com MISSÃO CUMPRIDA.

É um desenrolar da vida do autor, passando por muitas privações, tormentos, humilhações e bárbaras agressões tudo pelo “crime” de pensar diferente.

Interrogatórios seviciosos, condenações “judiciais”por Tribunais fabricados à medida, prisões, fugas, clandestinidade, abandono clandestino do país. De tudo isto e muito mais o leitor encontra neste livro, um de muitos exemplos de quem teve a coragem de lutar pela Liberdade e pelo direito de opinião.

O autor do livro é Carlos Brito que militou muitos anos no PCP e que é um alcoutenejo pelo coração, pois nasceu em Lourenço Marques, hoje Maputo, mas que veio para Alcoutim de muito tenra idade. Esta é a sua terra, aqui fez a instrução primária, aqui viveu até à adolescência e aqui regressou logo que lhe foi possível.

Carlos Brito é uma figura emblemática da Vila de Alcoutim.

A edição é de 1998.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Guerra e Pressão Militar nas Terras de Fronteira -1640 - 1668

 


Editado por Livros Horizonte em 1990 tem um formato de 14X21 cm e 101 páginas.

Divide-se em quatro partes: I – INTRODUÇÃO, II – O ALGARVE. III – O ALENTEJO E AS BEIRAS, IV – UM MODELO DE FRONTEIRA?

Apesar de se referir ao Algarve, não se encontra nenhuma referência específica a Alcoutim, ainda que tenha uma sobre Sanlúcar.

Documentando o texto com bastantes transcrições através da sua leitura ficamos com uma noção muito aproximada de como as coisas se passaram na Guerra da Independência (1640-1668).

É o segundo livro que aqui referimos de Fernando Cortés Cortés, Professor de História no Instituto Espanhol de Lisboa, Doutor em História Moderna pela Universidade da Extremadura e especialista, particularmente ,da problemática ligada à Guerra da Restauração e à fronteira hispano-portuguesa.

Adquirimo-lo numa livraria de Peniche.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Maravilhoso Guadiana



É o segundo livro do autor Francisco Dias da Costa, que apresento na rubrica Escaparate e que naturalmente tem leitores que a procuram.

A temática abordada é do mesmo âmbito, enquanto no que apresentei se referia minuciosamente em vários aspectos à Ribeira do Vascão, este tem por fundo o grande rio do Sul, o Guadiana.

Francisco Dias da Costa que não era desta área mas sentia, como se depreende do texto, uma grande paixão pelos rios.

Revelando possivelmente a minha ignorância, não conheço mais nenhum trabalho em forma de livro que abranja o Guadiana desde a sua nascente à foz. O autor começa por abordar DA FOZ AO PULO DO LOBO, Passando por DA RIBEIRA DE COBRES ÀS VEGAS ALTAS, AS GRANDES BARRAGENS, A ALTA BACIA, AS NASCENTES, O COMPRIMENTO E A BACIA DO RIO, OS MOINHOS DO GUADIANA, terminando com um contributo importante sobre FAUNA E FLORA SILVESTRES DA BACIA DO GUADIANA.

É um trabalho em formato de 15,5X22 cm e de 121 páginas, bastante ilustrado com fotografias a cores do próprio autor e da esposa que percorreram dentro do possível todo o trajecto do rio, mas fizeram-no no sentido da foz – nascente. Não deixa de apresentar esquemas explicativos de troços do curso do rio e afluentes com indicações pertinentes.

Obviamente que a parte que banha Alcoutim está devidamente ilustrada e descrita com muito realismo abordando muitos e variados assuntos, alguns que eu desconhecia na totalidade.

É uma Edição do Centro Cultural Caridadense 1º de Maio – Caridade – Reguengos – 1991, tendo sido comparticipado pelo FEDER.

É um livro que faz falta em todas as bibliotecas, nomeadamente, nas da região que o Guadiana banha.

Adquiri-o numa livraria de Faro, hoje extinta.