domingo, 27 de maio de 2012

Guerras de 1704 / 1713 - Da Sucessão de Espanha

O rei de Espanha, Carlos II, morreu sem descendentes. O testamento indicava como herdeiro, Filipe, neto de Luís XIV que foi aclamado rei em Madrid, mas o imperador Leopoldo da Alemanha não reconheceu a sucessão pois entendia pertencer a seu filho, o arquiduque Carlos.
Assim, estalou a guerra entre a Áustria e a França.
Portugal começou por aderir ao bloco francês, mas após dois anos de negociações passou para o lado do arquiduque, apoiado pela Inglaterra, nossa velha aliada. (1)
Em troca do nosso apoio, o arquiduque prometia, se subisse ao trono de Espanha, o aumento do nosso território com a cedência definitiva das praças de Albuquerque, Badajoz, Valência de Alcântara, Baiona, Tui e Vigo.
Fazendo-se aclamar rei de Espanha em Viana, Carlos III desembarca em Lisboa a 9 de Março de 1704.

Marquês das Minas
As tropas franco-espanholas atacam a Beira e o Alentejo, tomando praças e massacrando as populações rurais. O Marquês das Minas recupera praças perdidas, toma a ofensiva e entra triunfalmente em Madrid onde faz aclamar Carlos III, mas na retirada é vencido em Almansa.

Nos anos seguintes, arrastam-se as campanhas de desgaste. (2)
Em Alcoutim, como terra raiana que é e palco de lutas que foi, também se fizeram sentir estas guerras.

Diogo Lobo Pereira, fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, louletano pelo nascimento, em 1707 passou ao Algarve, fazendo levas de gente para o exército e aqui acudiu com diligência quando o inimigo intentou acometer por este lado.(3)
A vizinha Sanlucar é apontada como tendo desempeñado un importante papel (...) en la Guerra de Sucesion, reinando en España Felipe V de Anjou. (4)

NOTAS
(1) – Curso de Hstória de Portugal, Fortunato de Almeida, 1945. p. 252
(2) – História de Portugal, Joaquim Veríssimo Serrão, Vol. V, 1980, p. 222.
(3) – Corografia do Algarve, J. Baptista da Silva Lopes, 1841, p. 420
(4) – Ayamonte – Geografia e História, Maria Luísa Diaz Santos, 1990, p. 45